“Essa velocidade [de circulação da informação na internet] vai provocar a perda de memória. E isso já acontece com as gerações jovens, que já não recordam nem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhe permite refletir sobre o passado. Quando eu era criança, chegavam à livraria talvez três livros novos por mês; hoje chegam mil. E você já não sabe que livro importante foi publicado há seis meses. Isso também é uma perda de memória. A abundância de informações sobre o presente é uma perda, e não um ganho.”

Umberto Eco, à Folha de S.Paulo, citado pelo A Informação 

 

Sobre a polémica da Feira do Livro tenho apena duas dúvidas: um pequena e uma grande.

Uma pequena dúvida: Porque razão é que a CML se pôs do lado da Leya? Foi apenas por “respeito” por uma grande “empresa” ou foi por algo mais. Foi apenas porque não quis afrontar um major player económico, ou foi por alguma das outras razões que costumam ligar as empresas e a política.

Uma grande dúvida: Que raio leva um empresário como Pais do Amaral a decidir investir nos livros? Nos livros???  Por favor… Os negócios de Pais do Amaral antes eram na televisão!!! Fazia sentido que ele investisse no futebol, na medicina privada,  no turismo para a terceira idade, nos telemóveis, etc. Mas… nos livros? Não entendo. Percebo que tem havido alguma recomposição da paisagem da edição no nosso país (a “modernidade” chegou com os livros de Cristiano Ronaldo, Carolina, Bobona e afins) e não percebo porque razão é que os livros não hão-de ser um negócio como qualquer outro. Mas serão mesmo um negócio de futuro? Pelos vistos Pais do Amaral acha que sim e eu continuo  convencido que não.  Se calhar é por isso que ele é empresário e eu sou assalariado…

Sobre a Feira do Livro propriamente dita, se finalmente se realizar, claro que vou visitar,  como todos os anos. Mas vou fazer questão de não ir aos stands do grupo Leya. Por causa da prepotência!

O PSD, como partido, está  hoje em dia mais ou menos na mesma situação que o Benfica, como clube de futebol. Aquilo de que mais precisa é que alguém tenha a coragem de dizer: “não podemos ganhar, primeiro temos que limpar a casa e isso ainda vai demorar uns aninhos”; mas acontece que as bases/adeptos não o aceitam. Por isso é que podem bem votar em Santana como votariam em Menezes ou no Palhaço. E é por isso que, mesmo que ganhe, Ferreira Leite vai levar um partido que não a quer.

Manuela Ferreira Leite tem espírito de missão e creio que já percebeu - como Pacheco Pereira -que o partido precisa que parar para reflectir no que pretende ser, mesmo que nesse processo corra o risco de se cindir. Por isso, a menos que a inépcia socialista seja tanta que lhe joge o poder no colo (como aconteceu com Sócrates), o PSD não vai ganhar em 2009 e vai arrastar-se pelo meio. Isto é o que ela sabe que tem que dizer ao partido. Mas também sabe que não é isto que o partido pretende ouvir. A história do “não-esperem-que-eu-mude-de-imagem-porque-eu-sou-como-sou” é apenas um epifenómeno deste finca-pé que Manuela Ferreira Leite sabe que tem que fazer para “dobrar” o partido. Terá mais ou menos condições para o conseguir consoante a votação que traga das directas Pedro Santana Lopes. Se vier fraco talvez se cale, se vier forte vai fazer-lhe a vida negra. E o partido está com ele.

Mais ainda que o PS, o PSD, nestes 34 anos de democracia, deixou-se  enredar na politiquice ao ponto de esquecer qual é a sua matriz política. Com a agravante de as matrizes políticas serem hoje uma coisa muito fora de moda. Por isso, precisa de se refundar. Precisa de se voltar para dentro e fazer uma reflexão profunda sobre qual o projecto político que pretende apresentar aos portugueses antes de poder aspirar a ganhar o poder.  No quadro da actual eleição, Passos Coelho é o único que apresenta uma proposta (vagamente liberal), Ferreira Leite sabe que a reflexão tem que ser feita, mas hesita em apontar um caminho (porque sabe que a sua voz “pesa” mais que a de Passos Coelho, o que impõe responsabilidade) e Santana, por ele, não mudava nada e caminhava alegremente para o abismo.

O que Manuela Ferreira Leite espera é ganhar o país para poder ganhar o partido. Apresenta-se com o sentido de Estado e aquela maneira “séria” de fazer política (um pouco asceta, mesmo) na esperança de que bons números nas sondagens lhe valham como trunfo junto dos militantes. Porque não há nada de que os militantes do PSD gostem mais do que do cheiro a poder. Com isso, Manuela Ferreira Leite espera ganhar o partido. E espera ganhá-lo com números (grandes os seus, pequenos os de Santana) que lhe permitam dizer: “meus amigos, hoje não vamos ganhar; hoje vamos reflectir”. Uma missão impossível, portanto. Pelo menos até prova em contrário…

Em mais um dos seus lançamentos de extensão de marca, a Visão anunciou a edição da Visão Link, que será distribuída pela primeira vez com a Visão do próximo dia 21 de Maio.

A publicação em si é interessante, mas o que despertou a minha atenção foi o facto de - apesar de a primeira capa trazer a inscrição ”Maio 2008″ - os seus responsáveis afirmarem que a nova publicação não tem uma periocidade fixa.

Não sei até que ponto isto é uma estratégia ou apenas uma forma de defesa, mas suscita uma reflexão: que sentido faz hoje em dia a periodicidade dos media?

É fácil perceber que, desde que existem jornais e revistas, a periodicidade não é mais do que a marcação dadata e hora de um encontro entre o media e o leitor num lugar específico, o quiosque. É por causa da periodicidade que sabemos que devemos is buscar a revista mensal no final do mês (ou no meio ou mesmo início do mês…), a semanal num dado dia da semana e o diário pela manhã ou  pela tarde, consoante seja um matutino ou um vespertino.  Isso, naturalmente, faz sentido num mundo de informação escassa, mas faz muito menos sentido num mundo de informação abundante. Se, na paisagem de media clássica o máximo a que podíamos aspirar era um jornal diário, talvez complementado por uma revista semanal ou mensal, hoje temos inúmeros canais de informação em fluxo permanente (ou ou informação permanentemente disponível), na maior parte dos casos em luta feroz pela nossa atenção. Neste quadro, a periodicidade dos media não é mais do que um resquício do passado, um daqueles elementos estruturantes da paisagem dos media que temos que nos habituar que vai desaparecer em breve, como a relação jornalista-leitor e outros. Tal como não faz qualquer sentido colocar informações num site de internet a horas ou dias específicos, também não é razoável, no mundo de hoje, esperar por um dia certo do mês para lançar um revista. O que faz sentido, sobretudo nas periodicidades mais espaçadas, é lançar um novo suporte quendo há condições para o fazer rentavelmente (equilibrando produção de informação para fazer o número de páginas suficiente e retorno suficiente para pagar os respectivos custos). Dificilmente isso acontece a uma cadência mensal regular ao longo de todo o ano (aliás, há muitas revistas que não são lançadas em Agosto, por exemplo), ou mesmo a uma cadência regular na semana. Quantas vezes terá uma newsmagazine tido “vontade” de publicar um novo número a meio da sua semana por causa de um acontecimento extraórdinário? Como de resto foi feito muitas vezes. Hoje isso faz mais sentido do que nunca e deve ser regra em vez de excepção.

Não sei se subjacente à a-periodicidade da Visão Linke está um raciocíonio deste tipo (duvido…), mas suspeito que tenderemos conviver com mais casos deste no futuro.

Ainda não tive tempo para usar abundantemente este site, mas as potencialidades são abundantes.

O Idiomag é um magazine interactivo sobre música que oferece notícias, críticas, videos e mp3 dos grupos e artistas da nossa preferência (por isso se chama IDIOmag…). Essa preferência pode resultar de um input directo ou, mais sofisticado, do nosso padrão de preferências musicais registado em serviços como o LastFM (o que eu uso),  Pandora (usava…) MySpace ou Bebo. Em função dessas preferências, o Idiomag vai bustar a multiplos locais da rede tudo o que seja mais relevante para o ouvinte/leitor.

De certa forma, as potencialidades do Idiomag estão para a leitura de revistas como o RSS está para a informação ou o embed está para os videos (ou os widgets estão para o Netvibes). Trata-se de pura gestão de informação.

Um dia todas as “revistas” serão assim.

Na mesma edição da Autêntica, cujo tema é o Dinheiro, vale também a pena ler o artigo de Jorge Fiel.

O título é “179.629,02″

O lead é “Arredondando, estamos a falar de 18o mil euros. É esse o dinheiro que a Sojornal, a sociedade proprietária do Expresso, vai pagar para se ver livre de mim. Ou, dito pelas palavras do advogado que redigiu o documento intitulado Cessação de Contrato de Trabalho por Mútuo Acordo, os 179.692,02 euros são a ‘compensação pecuniária de natureza global’ que ‘a Empregadora’ me paga ‘em contrapartida da cessação do contrato’”.

Alguns excertos:

“‘180 mil  euros? Não é mau…Podia ser pior!’ É a frase que ouço de volta sempre que me perguntam  quanto é que vou receber em troca de conceder ao Expresso o divórcio, amigável e por mútuo consentimento, de um casamento que durava há 17 anos”

“Por este artigo, a Autêntica prometeu pagar-me 600 euros. Não é mau. Podia ser pior. 636,50 euros foi o salário médio mensal recebido em 2006 pelos nortenhos que trabalham por conta de outrém. Eu escrevi este artigo em cinco horas”  

“Eu estou habituado a ganhar por mês aproximadamente o que o Cristiano Ronaldo ganha em quatro horas e meia. Não é mau. Podia ser pior.”

“É quase metade dos mil euros que Pimpinha Jardim pede de cachet para abrilhantar uma festa. A filha de Cinha (que a idade não perdoa, cobra apenas 500 euros para comparecer num evento) ganha esse dinheiro numa noite.”

“Soraia Chaves cobra 3500 euros por aparição num evento, sete vezes o cachet de Cinha e umas seis vezes mais do que vou receber por este artigo”

“23 mil euros era o salário mensal auferido por Paulo Macedo, director geral de impostos.”

“5780 euros é o ordenado máximo mensal  fixado por lei para a administração pública, tendo como referência o vencimento do primeiro ministro.”

“200.000 euros é a remuneração anual de Luis Nazaré, presidente do Conselho de Administração dos CTT.”

“200.000 euros é o valor anual da pensão de reforma que José Salter Cid, 53 anos, número dois da lista PSD candidata à Câmara de Lisboa, recebe na qualidade de aposentado da PT.”

“180 mil euros é o valor aproximado da indemnização que vou receber do Expresso.”

É o que se chama “pôr a boca no trombone”. Já vai sendo tempo de os portugueses porem de parte esse estranho pudor de falar do dinheiro que pagam ou recebem por o que quer que seja que façam. Tudo seria mais claro e transparente sem ele. Eu, como jornalista de topo na minha empresa e director de revista ganho 2000 euros por mês. Às vezes acho que é muito, mas na maior parte das vezes acho que é pouco… 

A revista Autêntica é publicada trimestralmente pela Unicer e distribuída gratuitamente pela base de dados da empresa. O design e concepção é da Terradesign e já tem sido premiado em anteriores ocasiões.  Eu recordo, por exemplo, a edição dedicada à transparência como umadas mais surpreendentes.

Na sua edição nº8, que acabei de receber, a Autêntica tem por tema o dinheiro e brinda-nos com esta estranha capa: um profundo negro brilhante com um euro no meio. Podia ser um euro de plástico, de cartão ou até de papel. Mas não. É um euro a sério. Uma moeda de um euro colada na capa. A explicação está logo na página seguinte e diz qualquer coisa como isto: “A moeda de euro que vê nesta capa parece simbólica mas é uma parte dos 10.000 euros que a Unicer destinou para apoiar a Associação Acreditar -que apoia as famílias das crianças com cancro. Retire-a da revista e ofereça-a a esta associação. E, se puder, dê mais. É apenas um gesto, mas o nosso desejo é que valha muitos sorrisos.

No editorial, Joana Queiroz Ribeiro,  a directora, reforça a ideia: “Com a ajuda de todos será muito mais fácil multiplicar por 2, 3, 4, quem sabe até por 5, os 10.000 euros que a Unicer destinou para ajudar as crianças apoiadas pela associação Acrditar.” 

O modus operandi está um pouco mais à frente, na página 57, com um envelope RSS endereçado à Acreditar.

É impossível não reparar no carácter brilhantemente engenhoso desta concepção. A primeira sensação é de envolvimento. É-me impossível tirar aquela moeda e metê-la no bolso. Seria imoral. Também não consigo deixá-la colada à revista, porque além de igualmente imoral seria profundamente estúpido. Resta-me portanto pegar nela e metê-la no envelope. Mas serei capaz de o fazer sem juntar mais uma moeda ou trocá-las por uma nota? Não será igualmente imoral que eu use o euro da Unicer para ajudar quem precisa e não junte um euro dos meus?

Obviamente merece os parabéns quem ”inventou” esta campanha e a Unicer por ter tido a coragem de a abraçar. Não sei quantos envios são feitos desta revista (10.000?), mas não deve ser fácil fazer aprovar isto junto de uma administração. Quem fica a ganhar,  obviamente, é a Acreditar e não me custa a crer que os 10.000 euros se transformem em bastante mais. 

Como sou sortudo e recebi dois exemplares vou guardar um para recordação - com euro na capa - e enviar o outro com uma nota de cinco.  Acho que assim fica bem! 

Não,  não foram as férias que foram longas. Foi um lapso inexplicável.  Uma espécie de tentativa involuntária  de conciliação com o real.

Mas agora estou de volta. 

Velhos amigos despertaram-me de um longo sono. Isso, e a crença de que o está em causa no futuro dos jornalistas não são os jornalistas; são os jornais.

Aggiornamento!

Há tanta coisa para descobrir…

A partir de amanhã e até início de Setembro vou estar num merecido repouso entre a àgua e o guarda-sol, algures nas  proximidades do Alvor. Nem o portátil levo…

“Our Culture, what’s left of it”

de Theodore Dalrymple

Descobri este interessante livro na edição original em inglês da Ivan R. Dee  numa loja FNAC.

Theodore Dalrymple é o pseudónimo de Anthony Daniels, um psiquiatra inglês que, motivado pelos ensinamentos da sua profissão,  deu por si a meditar sobre o sentido da vida e os grandes problemas das sociedades modernas. O seu pensamento é profundamente conservador e - talvez  por isso mesmo - é em muitos pontos bastante inovador. Andrew Keen, se não conhece, devia conhecer. Na página da wikipedia há um link para uma interessante entrevista a uma televisão holandesa.

 Vai comigo para férias!

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Esta campanha, criada pela Draft FCB e produzida pela Garage para promover as Gamebox (bilhetes de época) do Sporting, está realmente espectacular e ilustra bem o tipo de interactividade que pode resultar da utilização destes meios. O filme pede a introdução de alguns dados pessoais iniciais e depois interage com o visitante/adepto em função desses dados. Mais personalizado é difícil.

(notícia Meios & Publicidade)

Muito interessante este serviço.

Chama-se Tubemogul e permite controlar as visualizações, comentários e classificações dos videos alojados na internet. Ao mesmo tempo é possível configurar o Tubemogul para fazer o upload de videos para as várias plataformas de alojamento em simultâneo. Se o futuro da internet passa pelo video, o futuro dos media online depende de um sistema de informação como este.

Este video explica bem como tudo funciona.

(uma dica 2.0 Webmania)

O Spock é um serviço online que permite fazer buscas por pessoas. Tinha-me inscrito para testar em versão beta há já algum tempo, mas só agora me foi concedido um convite. Basicamente, trata-se de uma nova forma, mais racional, de “googlar” alguém. Em vez da amálgada de resultados que obtemos no Google, aqui deparamos com informações precisas sobre a pessoa, as suas ligações, as suas várias presenças na web, etc. Em síntese, penso que se trata de um bom exemplo da web 3.0. Recomendo.

P.S. Tenho convites para distribuir. Se alguém estiver interessado é só deixar um e-mail válido na caixa de comentários.

A pedido de muitas famílias, a IA -  Internet Architects divulgou a versão 2.o do seu mapa de tendências web para 2007, de que já aqui tínhamos falado. Este documento congrega os mais bem sucedidos sites da web 2.0 ordenados por proximidade, popularidade e perspectiva.

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(via Techcrunch)

galp-milhoes.jpggalp-milhoes.jpg 

Este concurso da Galp tem a particularidade de sortear os prémios por todos os cartões FastGalp, mesmo aqueles que não demonstram qualquer interesse em participar. Para ser incluído no sorteio basta possuir o cartão Galp, mas para ganhar é preciso ter previamente trocado pontos. Esse é o sinal de intenção de participação. Como se se depreende do regulamento, os prémios atribuídos a cartões que não trocaram previamente pontos são acumulados para o sorteio seguinte à maneira de jackpot. Como toda a comunicação, a começar pelo video de lançamento (ver “o calvário do orlando“), é feita à volta desse conceito - “pelo sim, pelo não, jogue os pontos do seu cartão” - e os sorteios serão televisionados, aposto que os detentores de cartões sorteados - serão só eles? - ficarão a saber que poderiam ter ganho se tivessem jogado. 

É só impressão minha ou isto é um bocadinho abusivo?

“Nuno Gomes não sai da Luz

AVANÇADO RESISTE ÀS PROPOSTAS  

O interesse da Lazio em contar com Nuno Gomes não é suficiente para levar o avançado a deixar a Luz. Apesar do desejo dos italianos a convicção do jogador e do Benfica é inabalável: ambas as partes continuam irredutíveis em prosseguirem juntas, alheios a quaisquer propostas que surjam”

in Record

Porque é que nos outros clubes não há este romantismo?

sloggi.jpgPara além do seu interesse específico…, a campanha “Show me your Sloggi“ demonstra como as empresas estão a aprender a lidar com a web 2.0. O concurso destina-se a eleger o “mais belo traseiro” do mundo (em primeiro lugar está presentemente a Simona, de Turim) e qualquer pessoa pode fazer o upload das suas fotos, entrando nesse momento numa espécie de comunidade com os restantes participantes. Os votantes, claro, são os internautas registados. O prémio é atraente para os potenciais participantes - o início de uma carreira de modelo - e associado à campanha está um hino - pela cantora Aida (quem…?) - e uma coreografia específica. Tudo orquestrado com sabor a Verão.

(via Meios & Publicidade)

Interessante, este debate em que participam Andrew Keen, autor de “The Cult of the Amateur“, Justin Kan, da Justin TV, e Bill Cleary, moderado por Dan Farber. Vale a pena ver.

(Claro, via The Great Seduction)

A CNN teve a infeliz ideia - parece que o fazem de 3 em 3 anos - de convidar Michael Moore para um directo em estúdio a propósito do lançamento do seu novo filme Sicko.  Moore aproveitou a oportunidade para dizer olhos nos olhos o que devia ser dito à  CNN e a todos os grandes media americanos:

“Why don’t you tell the truth to the american people. I wish that CNN and the other mainstream media would just for once tell the truth about what’s going on in this country, whether it’s about health care - I don’t care what it is - you guys have such a poor track record. (…) You are the ones that are forging the facts. You’ve forged the facts to the american people for I don’t know how long, about this issue, about the war. I’m just curious: when are you going to stand there anda apologise to the american people for not bringing the truth to them that isn’t sponsored by some major corporation. I’ll seat here for as long as it takes.”

Vale a pena ver:

A questão e mesmo a indignação de Michael Moore são muito pertinentes e vão ao encontro do que é também o essencial do mais recente livro de Al Gore, The Assault on Reason (que espero que a Amazon me entregue rapidamente…). Os media falharam historicamente no seu papel nos últimos anos. Simplesmente não fizeram as perguntas certas quando o deviam ter feito porque estavam demasiado comprometidos. E o resultado está à  vista. Ao deslocar o enfoque para os media e para a forma como o “quarto poder” falhou rotundamente em fazer o que lhe competia, Moore e Gore, elevam a análise para o patamar acima e provavelmente ficam mais perto da verdade.

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