Pago: a nova forma do dinheiro

Este video (dica Meios & Publicidade) foi premiado em Cannes por causa da critividade da campanha associada ao lançamento do Pago, um novo serviço financeiro do banco neozelandês ASB (e que aparentemente nada tem que ver com o serviço alemão com o mesmo nome) que permite criar um porta-moedas electrónico ao qual se pode aceder via internet ou telemóvel, o que significa que, usando as tecnologias de segurança que são usadas nos bancos, passa a ser possível fazer pagamentos em dinheiro directamente de telemóvel a telemóvel.

É verdade que já se podem fazer muitas operações financeiras por telemóvel, mas ainda assim este é um passo importante no sentido da wirelessização (agradeço alternativas…) da nossa vida quotidiana. Um dia, todas as operações serão assim tão simples. Porque, bem vistas as coisas, hoje começa a ser evidente que não há nada que façamos através de fios que não possamos fazer sem fios. E essa diferença não pode deixar de ter consequências sociais e mesmo civilizacionais.

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A revista online Business 2.0 Magazine tem um longo artigo sobre a Web Semântica, recomendado por Nova Spivack, da Radar Networks, que aliás é abundantemente citado e referido no mesmo. Vale a pena ler e guardar para explicar aquilo que na realidade não é fácil de explicar: o que é afinal a Web Semântica?

Em parte – e isso é referido no artigo – já existem múltiplas manifestações de um funcionamento “semântico” na actual Web 2.0. O Netvibes, o Freebase (a propósito, já recebi um convite para testar em beta e estou a começar  trabalhar com ele; irei dando relato disso), algumas funções do Flickr, o próprio algorítmo do Google são bons exemplos. Mas este é um processo que está apenas no princípio e cujas manifestações serão cada vez mais frequentes resultando da combinação entre a Inteligência Artificial (nas máquinas) e a Inteligência Colectiva (entre as máquinas). As múltiplas start-ups que se perfilam no sector da Web Semântica – a Radar Networks é apenas uma delas – vão certamente trabalhar neste sentido.

Afinal, como julgavam que seria a inteligência artificial? Algo como o Hal9000 de “2001 – Uma Odiseia no Espaço“? Não, nada disso. A Inteligência Artificial do futuro é aquilo que já podemos pressentir na actual Web 2.0 e que a Web Semântica irá materializar nos próximos anos. Bem-vindos ao futuro!

Espírito hegeliano

Metcalfe’s Law says that value of a networks grows with the square of the number of nodes. Today’s Web, which is as much about contributing as it is consuming — two-way links, as opposed to the old one-way networks of broadcast and traditional media — allows the same to apply to people. Connecting minds allows our collective intelligence to grow with each person who joins the global conversation. This information propagation process, which was once found in just a few cultures of shared knowledge, such as academic science, is now seen online in everything from hobbies to history. The result, I think, will be the fastest increasing in human knowledge in history.”

Chris Anderson, no Edge World Question Center

Se isto não é hegeliano…

A pergunta do ano

Todos os anos a fundação Edge lança uma pergunta a um conjunto alargado de pensadores do mundo moderno.

Este ano, a pergunta – criativa e inteligente – é: “What are you optimistic about? Why.”

Responderam: Robert Trivers, Nathan Myrhvold, George Smoot, Marvin Minsky, John McCarthy, Nancy Etcoff, Oliver Morton, Bart Kosko, David Buss, Brian Greene, Francesco De Pretis, Corey Powell, Roger Bingham, Alison Gopnik, Robert Sapolsky, Paul Steinhard, Beatrice Golomb, Vittorio Bo, Marcel Kinsbourne, Martin Rees, Ian Wilmut, Barry Smith, Larry Sanger, Steven Strogatz, Mark Pagel, Joichi Ito, Jill Neimark, Leon Lederman, David Deutsch, Frank Wilczek, Cory Doctorow, David Bodanis, Alex (Sandy) Pentland, Marcelo Gleiser, Brian Eno, Philip Zimbardo, Colin Blakemore, W. Daniel Hillis, Garniss Curtis, Mahzarin Banaji, Joel Garreau, Leonard Susskind, Esther Dyson, Mihaly Csikszentmihalyi, Stewart Brand, Andy Clark, Steve Grand, Jason Calacanis, Jaron Lanier, Richard Dawkins, Nicholas Humphrey, Chris Anderson, Karl Sabbagh, David Berreby, Stephen Schneider, Tmothy Taylor, Gergory Benford, Roger Highfield, Rudy Rucker, David Dalrymple, Paul Davies, Scott Sampson, Sherry Turkle, Gary Marcus, Xeni Jardin, Thomas Metzinger, Helen Fisher, Dan Sperber, Paul Saffo, Gregory Cochran, Michael Wolff, Gloria Origgi, Jamshed Bharucha, Diane Halpern, Anton Zeilinger, Clay Shirky, Neil Gershenfeld, Rodney Brooks, Maria Spiropulu, J. Craig Venter, Marco Iacoboni, Eduardo Punset, Jordan Pollack, Adam Bly, Marti Hearst, Tor Nørretranders, Robert Shapiro, David Pescovitz, Judith Rich Harris, Lee Smolin, Simon Baron-Cohen, Max Tegmark, Elizabeth Loftus, Seth Lloyd, Ernst Poppel, Gino Segre, Philip Campbell, Terrence Sejnowski, Chris DiBona, George Church, Kai Krause, Jonathan Haidt, William Calvin, James Geary, Charles Seife, David Gelernter, Andrian Kreye, Randolph M. Nesse, Freeman Dyson, Lisa Randall, Douglas Rushkoff, Matt Ridley, Ray Kurzweil, Sam Harris, Leo Chalupa, Sue Blackmore, John Horgan, Jared Diamond, Nassim Taleb, Rebecca Goldstein, Geoffrey Miller, Brian Goodwin, Jerry Adler, Linda Stone, George Dyson, Peter Schwartz, Roger Schank, Irene Pepperberg, Alexander Vilenkin, Stephen Kosslyn, Robert Provine, Samuel Barondes, Daniel Everett, John Gottman, Juan Enriquez, Carlo Rovelli, Haim Harari, Kevin Kelly, Jean Pigozzi, Martin Seligman, James O’Donnell, Keith Devlin, Piet Hut, Andrew Brown, Donald Hoffman, Gerald Holton, Howard Rheingold, Pamela McCorduck, Michael Shermer, David G. Myers, Steven Pinker, Marc D. Hauser, Howard Gardner, Alun Anderson, Lawrence Krauss, Chris Anderson, Geoffrey Carr, Daniel Goleman, Walter Isaacson, Daniel C. Dennett

(via Lunch over IP)

O futuro da internet social

À medida que a internet de for democratizando, o futuro dos sites sociais irá passar por mais coisas deste género.

Techcrunch faz referência ao Style Diary, um sítio onde as participantes podem expor fotos daquilo que vestem como numa passerelle social e fazer referência a outras preferências dentro do mesmo universo. Há participantes de quase todos os países do mundo incluindo algumas portuguesas. O Share Your Look é mais recente e mais evoluído, mas pede registo aos participantes e o ShoutFit está ainda em fase beta para quuem se quiser inscrever. Para quem gosta de moda, estes podem ser links interessantes.

Dentro do mesmo género podemos imaginar milhões de sites sociais de partilha: os meus pratos de sushi; os meus automóveis; os meus truques com uma bola; as minhas acrobacias com um skate; os meus namorados, etc, etc, etc.

TED 2007

Já foi anunciada a lista de participantes na conferência TED2007, a realizar em Monterey, na Califórnia, entre 7 e 10 de Março. Inclui nomes como Alan Kay, Bill Clinton, Daniel Goleman, Edward de Bono, Isabel Allende, Jeff Skoll, J.J.Abrams, John Doerr, Kareem Abdul-Jabbar, Lawrence Lessig, Michael Powell, Murray Gell-Mann, Nanden Nilekani, Paul Simon, Richard Branson, Steven Pinker, Thomas Dolby, Tracy Chapman e Will Wright, entre outros.

(info Lunch over IP)

A crescente popularidade de mundos virtuais como o Second Life (neste momento tem um milhão e trezentos mil residentes e há momentos estavam online mais de 13 mil pessoas!) levanta muitas questões interessantes. Uma delas é que peso têm afinal as transacções económicas feitas nesse mundo virtual. Agora já se começa a perceber que nestes mundos virtuais também há oportunidades de negócio interessantes. É por isso que o grupo Bild se prepara para lançar o primeiro jornal do “mundo” Second Life (dica ContraFactos), é por isso que um jornalista da Reuters já abriu uma escritório por “lá” e até o Big Brother vai ter uma versão local. É por todas estas razões e muitas outras que o Poynter acha (em dois posts distintos, 1 e 2) que este tipo de sites vai mudar a fisionomia dos negócios. Este é sem dúvida um assunto a acompanhar com atenção.

Admirável Mundo Novo!

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A MALA QUE BLOGA

Através do Bloggers Blog (reforçado pelo TechCrunch) descobri o primeiro classificado do Hack Day, um concurso organizado pela Yahoo para os trabalhos mais inventivos na área da informática e internet. 

A melhor de todas as propostas foi a mala que bloga: uma mala especialmente preparada, com um telemóvel lá dentro, um GPS, um contador de passos, uma ligação wireless a uma conta do flickr e o software necessário para tudo isto funcionar. A cada dez passos (este número é programável), a mala tira uma foto e envia-a para a conta Flickr. As fotos mais recentes podem ser vistas aqui (mas a “história de vida” desta mala começa aqui) e os detalhes técnicos da coisa são visíveis aqui. O blogue onde estas fotos fazem post é o Blogging in Motion.

Agora: será possível ficar indiferente ao potencial disto? O que seria este dispositivo montado no capacete de um soldado no Iraque? Haveria repórter mais isento? Será que os pais gostaiam de ter um para controlar os filhos? E os governos? Poderia isto substituir a pulseira electrónica? E se fosse com uma câmara de video? Poderia tal coisa dar um reality-show?

O que será que isto nos diz sobre o futuro?