Carvanal brasileiro: escaldante!

carnaval.jpgJosé Murilo Junior tem no Global Voices (um projecto muito elogiável) um longo post bilingue de retrospectiva sobre o carnaval brasileiro.

Não segui todos os links, mass dos que vis destaco as fotos proibidas da folia, a beleza de Juliana Paes, e este video da Globo sobre o culto do Beijo.

Será que isto explica porque razão os brasileiros são tão positivos?

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Steve Rubel, no Micro Persuation, tem um informativo post sobre o contributo da Web 2.0 para o sector do Turismo. Destaco o Wikimapia (que, em apenas alguns meses já consegiu mais de dois milhões de anotações) e o Yahoo Trip Planner. Este é um sector onde os mash-ups podem (e estão a) fazer milagres.

Brasil

“Eu odeio o Brasil. As pessoas pensam que é uma afectação, mas não é. Desde criança que eu me sinto assim. Logo que você sai do país, você sente a diferença. E quando você encontra brasileiros na rua, você percebe imediatamente que são brasileiros e sente uma dor de cabeça (…). Gostaria que fosse provocação, mas não é. Eu realmente acho o Brasil horrível. Poucas coisas se salvam no Brasil. As pessoas são mais estúpidas no Brasil. Existe um romance de ficção cientifica em que, assim que saem do planeta Terra com uma nave espacial, o Q.I. das pessoas sobe 20 ou 30 pontos, porque existe um problema no planeta Terra. No Brasil é assim (…).”

“Eu odeio samba. Na verdade qualquer coisa que me lembre brasilidade me dói.  Você associa isso com uma pessoa expansiva e cretina. Uma pessoa desagradavelmente expansiva e simpática. Simpática no pior termo. Um gordo que tem um excesso de familiaridade com as pessoas. É isso que é um brasileiro. Eu sei que é uma visão estereotipada, mas os brasileiros aceitam essa visão e tentam se comportar de acordo com ela. É horrível.”

“Eu falo mal, obviamente, não é para ajudar o país; é só para descarregar a bílis”

“Eu nunca conheci um português que não gostasse de Chico Buarque de Holanda. É a pior característica dos portugueses. É um defeito grave. De carácter, até.”

Alexandre Soares Silva, em entrevista a Francisco José Viegas, no Escrita em Dia

Notas de Genselkirchen

Logo a seguir a seguir a Reykjavik, numa semana intensíssima, uma visita rápida de ida-e-vinda a Genselkirchen para ver "ao vivo e a cores" o Portugal-México. Algumas de impressões sobre a matéria:

  • O estádio de Genselkirchen é muito interessante, mas assitir a um jogo de futebol num recinto totalmente coberto é algo estranho. Parece que estamos num pavilhão gigante. Sente-se que falta algo. Outra coisa a rever na concepção dos estádios é o sítio onde são colocados os painéis electrónicos: demasiado altos para os jogadores se poderem ver a si próprios depois de concluirem os lances…
  • Impressionante a quantidade de mexicanos presentes no jogo. Certamente mais do dobro dos portugueses, o que é surpreendente, atendendo a que eles vêm de a muitos milhares de quilometros de distância e os portugueses de alguns mlhares ou mesmo centenas.
  • Num jogo onde os naturais dos dois países sabem bem o significado da palavra "Olé", começar aos "olés" logo no início da partida – como fizeram os mexicanos – criou um ambiente de alguma tensão, que felizmente se desanuviou no decorrer do jogo. No final acabou tudo aos "beijos e abraços" naquele clima de descoberta e confraternização que constitui o fruto mais saboroso de um evento como este. Houve desejos mútuos de boa sorte na fase seguinte, houve troca de camisolas e cachecóis, houve fotos tirada para a posteridade, etc. É bonito!
  • Os alemães de Dusseldorf olhavam com curiosidade e um sorriso os portugueses devidamente ornamentados a caminho de Genselkirchen. Fiquei com a impressão de que a maioria deles encarava aquilo com  um espírito de convivência que, sinceramente, não esperava dos alemães. Uma surpresa positiva.
  • Outra surpresa: os alemães também já aderiram às bandeirinhas nos automóveis. O baluarte de racionalidade do norte da Europa rendido às emoções do desporto-rei. Definitivamente, algo está a mudar nos alemães… Não sei se foi Scolari que começou esta moda ou se deve ser atribuida aos holandeses que "pintaram" de laranja o europeu de há seis anos, mas devia pagar direitos de autor. Com esta adesão alemã à moda da "bandeirinha" a distinção deixa de ser de natureza e passa a ser de grau: na Alemanha alguns carros têm bandeiras, em Portugal algumas janelas não têm bandeiras.

Notas de Reykjavik

Com os meios mas sem o tempo para postar in loco, aqui ficam duas ou três notas breves sobre uma passagem por Reykjavik, Islândia:

  •  A Islândia é um país diferente de tudo o resto, inóspito, predominantemente negro (ou branco, consoante a época do ano), sublinhado pela chuva e céu escuro, mas, sobretudo, sente-se que isso se reflecte nas pessoas. Embora isso cause estranheza e exija habituação, o pior não são as apenas duas horas de "noite" durante o Verão; o pior, como disse um "nativo", são as duas horas de "dia" durante o Inverno. A Islândia não foi feita para ser habitada. Só o é com muita perseverança humana.
  • Björk é o maior vulto artístico da Islândia. Ao pé dela, os Sigur Rós ou os GusGus são meros principiantes. Talvez por isso Björk tenha uma bela casa de Verão junto ao lago. Não consta que por ali haja alguma casa de Jónsi. Aproveitei para comprar edições locais de Von e de (). Perguntei se havia alguma coisa em DVD. Não havia, mas o empregado disse que ia ser gravado um DVD no próximo dia 29 de Julho, num concerto em Reykjavik, com entrada livre. Quem puder estar presente que aproveite a oportunidade. Eu disse-lhe que esperava por eles em Lisboa.
  • Fiquei espantado com a quantidade de influências americanas na Islândia. Em certas alturas, o parque automóvel podia fazer-nos pensar que estávamos numa qualquer cidade do Alaska. Mas parece que os americanos estão de saída. Uma das hostesses do evento em que participei – uma islandesa de 21 anos – teve a preocupação de deixar isso bem claro assim que lhe falámos dos americanos…
  • A Islandia é uma plataforma de acesso ao interior dos Estados Unidos para muitos vôos. Resultado: o aeroporto parece norte-americano, com bandos de miúdos e miúdas em viagem de fim de curso, tanto para um lado como para o outro. O que impressiona nestes adolescentes americanos é a forma como eles se parecem com a ideia que deles temos. Das duas uma: ou a ideia que formamos deles é muito precisa ou eles são muito conformes com a ideia.
  • É impressionante a quantidade de água que existe na Islândia. Há água por todo o lado. Rios, glaciares e quedas de água para onde quer que olhemos. E, inteligentes e civilizados, os islandeses aproveitam-na em abundância, assim como a energia térmica vulcânica, para produzir quase toda a energia de que precisam. Também vi, na Islândia, pela primeira vez, uma estação de abastecimento de hidrogénio aberta ao público…

Hotel Puerta America

picture020.jpgpicture002.jpgpicture004.jpgpicture012.jpgpicture010.jpgpicture014.jpg 

Este é certamente um dos hotéis mais sofisticados e supreendentes em que já tive o privilégio de estar. O Hotel Puerta America, em Madrid, foi inaugurado há quase um ano e encomendou a decoração de cada um dos andares a 19 designers de 13 nacionalidades diferentes. O resultado é verdadeiramente supreendente e quem puder visitar não deve perder a oportunidade.

O site oficial permite uma visita virtual e tem o press release em português aqui. O El Mundo oferece uma galeria fotográfica ainda mais completa. Eu fiquei no piso 4, da autoria de Eva Castro e Holger Kehne, do Plasma Studio, que é o mais surpreendente de todos. No meu ranking, o Puerta America ficou quase ao nível do Delano de Miami.