O Capital

– “Meus senhores o novo presidente do banco, Marc Tourneill!”
– “Estes são todos os principais accionistas. Eis os representantes do Eliseu. Eles esperam muito de si. Diga-lhes o que querem ouvir!”

– “Meus amigos, eu sou o vosso Robin dos Bosques moderno! Nós vamos continuar a tirar aos pobres para dar aos ricos!”

– “São crianças. Crianças grandes! Elas divertem-se. E vão continuar a divertir-se e divertir-se… até que a bolha rebente!”

Sempre me intrigou perceber o que leva alguém que tem muito, mas mesmo MUITO dinheiro a querer mais dinheiro. Afinal, o dinheiro, a partir de certo ponto, é apenas um número numa conta conta bancária.
Este filme (podem revê-lo nas gravações do AXN Black, passou ontem às 18h ou numa versão integral, mas dobrada em brasileiro aqui – para quem gosta do género) dá uma resposta possível: para estas pessoas o dinheiro não é dinheiro, é “currency”; é fichas e mais fichas para jogar num imenso casino. O gozo está no jogo, não naquilo que se ganha ou perde! Isto é o que fazem as crianças muito, muito ricas. Aprendem a jogar desde pequeninas. E nunca mais deixam de jogar.

 

O dinheiro, eis um tema interessante que ainda gostaria de estudar em profundidade um dia. O dinheiro é – como sempre foi – uma convenção. Um símbolo de algo, sem nenhum valor intrínseco. Já disse noutro ponto mas repito: o dinheiro é uma tecnologia de informação. O dinheiro comunica algo. Aquilo que importa no dinheiro não é o dinheiro em si, mas aquilo que ele comunica!

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O estranho mundo dos direitos

O estranho mundo dos “direitos”, neste divertimento infantil decorado com autocolantes da Micholin, Mubil, Repsul, Eif e Vaivucine…

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Na procura de um novo modelo de negócio para os media, o Social Media de J.D. Lasica cita um artigo da Always On  (parte 1 e parte 2) sobre um estudo do Institute for Business Value da IBM (sumário aqui e PDF integral aqui) que descreve um conflito aberto entre os velhos e os novos media, antevê um choque de estratégias entre os distribuidores e os produtores de conteúdo e aponta dez conselhos para as empresas actuais. No horizonte estão perdas de milhões para esta indústria.

A ideia foi expressa por Chris Anderson numa conferência Poptech e suscitou o interesse da blogosfera: aqui, aqui, aqui aqui e mais ainda aqui (e, já agora, também aqui). Anderson afirma que no mundo moderno nos aproximamos de um estado de abundância de recursos que altera o paradigma em que funciona a ciência económica. A questão que se coloca é se as leis da economia servem para um estado de abundância da mesma forma que servem para um estado de escassez de recursos. Esta é para mim uma questão em aberto, à qual certamente voltarei, uma vez que me parece crucial para entender o funcionamento moderno da indústria da informação e entretenimento. Este post destina-se, para já, a fixar (e partilhar) os contributos acima. Outros inputs são bem vindos.