A pergunta do ano

Todos os anos a fundação Edge lança uma pergunta a um conjunto alargado de pensadores do mundo moderno.

Este ano, a pergunta – criativa e inteligente – é: “What are you optimistic about? Why.”

Responderam: Robert Trivers, Nathan Myrhvold, George Smoot, Marvin Minsky, John McCarthy, Nancy Etcoff, Oliver Morton, Bart Kosko, David Buss, Brian Greene, Francesco De Pretis, Corey Powell, Roger Bingham, Alison Gopnik, Robert Sapolsky, Paul Steinhard, Beatrice Golomb, Vittorio Bo, Marcel Kinsbourne, Martin Rees, Ian Wilmut, Barry Smith, Larry Sanger, Steven Strogatz, Mark Pagel, Joichi Ito, Jill Neimark, Leon Lederman, David Deutsch, Frank Wilczek, Cory Doctorow, David Bodanis, Alex (Sandy) Pentland, Marcelo Gleiser, Brian Eno, Philip Zimbardo, Colin Blakemore, W. Daniel Hillis, Garniss Curtis, Mahzarin Banaji, Joel Garreau, Leonard Susskind, Esther Dyson, Mihaly Csikszentmihalyi, Stewart Brand, Andy Clark, Steve Grand, Jason Calacanis, Jaron Lanier, Richard Dawkins, Nicholas Humphrey, Chris Anderson, Karl Sabbagh, David Berreby, Stephen Schneider, Tmothy Taylor, Gergory Benford, Roger Highfield, Rudy Rucker, David Dalrymple, Paul Davies, Scott Sampson, Sherry Turkle, Gary Marcus, Xeni Jardin, Thomas Metzinger, Helen Fisher, Dan Sperber, Paul Saffo, Gregory Cochran, Michael Wolff, Gloria Origgi, Jamshed Bharucha, Diane Halpern, Anton Zeilinger, Clay Shirky, Neil Gershenfeld, Rodney Brooks, Maria Spiropulu, J. Craig Venter, Marco Iacoboni, Eduardo Punset, Jordan Pollack, Adam Bly, Marti Hearst, Tor Nørretranders, Robert Shapiro, David Pescovitz, Judith Rich Harris, Lee Smolin, Simon Baron-Cohen, Max Tegmark, Elizabeth Loftus, Seth Lloyd, Ernst Poppel, Gino Segre, Philip Campbell, Terrence Sejnowski, Chris DiBona, George Church, Kai Krause, Jonathan Haidt, William Calvin, James Geary, Charles Seife, David Gelernter, Andrian Kreye, Randolph M. Nesse, Freeman Dyson, Lisa Randall, Douglas Rushkoff, Matt Ridley, Ray Kurzweil, Sam Harris, Leo Chalupa, Sue Blackmore, John Horgan, Jared Diamond, Nassim Taleb, Rebecca Goldstein, Geoffrey Miller, Brian Goodwin, Jerry Adler, Linda Stone, George Dyson, Peter Schwartz, Roger Schank, Irene Pepperberg, Alexander Vilenkin, Stephen Kosslyn, Robert Provine, Samuel Barondes, Daniel Everett, John Gottman, Juan Enriquez, Carlo Rovelli, Haim Harari, Kevin Kelly, Jean Pigozzi, Martin Seligman, James O’Donnell, Keith Devlin, Piet Hut, Andrew Brown, Donald Hoffman, Gerald Holton, Howard Rheingold, Pamela McCorduck, Michael Shermer, David G. Myers, Steven Pinker, Marc D. Hauser, Howard Gardner, Alun Anderson, Lawrence Krauss, Chris Anderson, Geoffrey Carr, Daniel Goleman, Walter Isaacson, Daniel C. Dennett

(via Lunch over IP)

Anúncios

TED 2007

Já foi anunciada a lista de participantes na conferência TED2007, a realizar em Monterey, na Califórnia, entre 7 e 10 de Março. Inclui nomes como Alan Kay, Bill Clinton, Daniel Goleman, Edward de Bono, Isabel Allende, Jeff Skoll, J.J.Abrams, John Doerr, Kareem Abdul-Jabbar, Lawrence Lessig, Michael Powell, Murray Gell-Mann, Nanden Nilekani, Paul Simon, Richard Branson, Steven Pinker, Thomas Dolby, Tracy Chapman e Will Wright, entre outros.

(info Lunch over IP)

Podem os “social media” acabar com a civilização ocidental?

“Mediocrity is the only possible result of a wide sampling of opinion or input. The only idea that can survive such a mechanism is one consistent with the lowest common denominator. The mob works to ensure that all other results are weeded out. Now, we might think that it is the highest common denominator that is promoted in this environment, but it’s just not so. (…) Excellence is not the sum of opinions. Excellence is not born of consensus. Excellence is by its very nature something far outside the average.”

O Bloggers Blog carrila a discussão com esta e outra opiniões com as quais Pacheco Pereira sem dúvida concordaria.

A geração YouTube

Despois da Geração X, eis a Geração Y, de YouTube:

1. a televisão aborrece-os
2. sentem-se mais à vontade com o SMS e com o Messenger do que com o telefone
3. querem escrever sobre a sua vivência, num processo que replica as histórias contadas dos mais velhos
4. não entendem que a cultura tenha proprietários
5. utilizam o computador como uma ferramenta social
6. não sabem procurar sem o Google
7. fotografam tudo
8. valorizam a autenticidade
9. são politicamente revolucionários
10. são seres globais

(uma dica Atrium, citando José A. del Moral)

“Kramer” acusado de racismo

michael-richards.jpg

Este senhor aqui ao lado, um actor norte-americano chamado Michael Richards, tornou-se famoso como “Kramer” na série televisiva Seinfeld. Depois de algum tempo na obscuridade, voltou à ribalta pelas piores razões.

Durante um recente espectáculo de stand-up comedy, Michael Richards ficou perturbado pelas interrupções de alguns elementos do público e disparou várias ofensas racistas. O vídeo, claro, já chegou ao YouTube, assim como o posterior pedido de desculpas, feito no programa de David Letterman perante a presença tutelar do próprio Jerry Seinfeld.

Os videos estão aqui em baixo.

Acontece que os sujeitos a quem Richards se dirigiu directamente durante o espectáculo dizem não ter aceitado as desculpas e tencionam levar o processo às últimas consequências jurídicas.

(Esta história é uma dica do Notas ao café…)

 

TED Prize 2007

James Nechtwey, fotojornalista; E. O. Wilson, biólogo; e Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, foram os vencedores dos prémios TED 2007. Cada um deles poderá agora formular um desejo que permita mudar o mundo, o qual será comunicado à conferência TED, a realizar em Março, e cada um receberá 100 mil dólares para apoiar esse desejo.

A conferência TED (Technology, Entertainment, Design) reune todo os anos em Monterey, na California, alguns dos mais brilhantes pensadores do nosso tempo. Chris Anderson explica aqui do que se trata.

O fee para participar é altíssimo e só se acede por convite. Mas, agora, as conferências passadas estão ser disponibilizadas a um ritmo de duas por semana, no site do evento, em formato video ou audio. É algo realmente a não perder!

Das que já ouvi, recomendo as de Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, Mena Trott, da Six Apart, Dan Gilbert, professor de psicologia em Harvard, e Barry Schawtrz, professor de filosofia. Das que ainda não vi, penso que não vou perder uma.

A próxima TED terá lugar em Março de 2007 no mesmo local. 

A batalha da Net Neutrality

O site Freepress.com enviou-me um e-mail que penso ser útil partilhar para dar mais força à causa:

“Today, Congress begins its August recess while legislative debates continue to heat up that will shape our media for generations. Here’s an update on where things stand.

Over the past three months, our SavetheInternet.com campaign has elevated the crucial issue of Net Neutrality from obscurity and thrown a wrench in the phone and cable giants’ plan to overhaul our telecommunications laws behind closed doors.

While on its face Net Neutrality – along with most policy issues – are wonky, at the end of the day they are about getting critical, independent journalism into living rooms in every state – red and blue. It’s about limiting the undue influence and control of the largest media conglomerates, and creating vibrant and fearless noncommercial media that provide a real alternative to commercial media.

The unprecedented http://www.SavetheInternet.com campaign has brought together more than 750 groups from across the political spectrum. More than a million of you signed petitions and flooded Congress with calls and letters.

Tens of thousands of bloggers and MySpace users have linked to SavetheInternet.com – many of them posting free ads to counteract the multi-million-dollar misinformation campaign launched by astroturf (fake grassroots) groups like Hands Off the Internet. Creative people have submitted their own videos and songs about Net Neutrality — and no corporation paid them to do it. (http://www.savetheinternet.com/=videos)

A bad telecom bill passed the House in June. But the Senate is split over Net Neutrality – as seen in the 11-11 tie vote in the Senate committee that oversees the Internet. The phone and cable lobbyists don’t yet have the votes to move their bill forward – and chatter in Washington says it may not be voted on until after the November elections.

If we can keep the pressure up, it is believed that Net Neutrality could derail the entire bill and force Congress to start from scratch from next year. As always, we’ll be tracking this and asking for your help.”

Penso que que o facto de esta questão estar a ser discutida nos Estados Unidos é significativo e que o resultado dessa discussão vai afectar-nos a todos.

A neutralidade da internet é um elemento potenciador da comunicação global e sua limitação só pode trazer desvantagens. Por outro lado, a pressão para gerar lucros com a internet é cada vez maior e provavelmente isso será inevitável no futuro. O que, na verdade, pode suscitar uma questão bastante curiosa.

Só estamos a discutir a net neutrality hoje porque, algures no passado, as empresas que podiam tê-lo feito se distrairam e não avaliaram convenientemente o potencial de negócio da internet. Isso não se passou com a televisão por cabo, nem com os telefones móveis, para citar dois exemplos recentes. Por isso, as empresas que podem fazê-lo estão agora a tentar tirar mais rendimento da internet, o que, naturalmente, só pode ser feito passando a taxar como acesso premium, tanto do lado da procura como do lado da oferta, uma parte daquilo que hoje é grátis.

Deste ponto de vista a internet é uma excepção. Em nenhum outro shift no mundo dos media (a invenção da imprensa, o surgimento da televisão, etc) deixou de haver um aproveitamento comercial do mesmo. Por isso é preivisível que o mesmo venha a acontecer com a internet.

Mas a internet é hoje, sobretudo devido à explosão de informação que provoca, uma força dinamizadora de toda a sociedade (cidadãos e empresas) e um elemento de globalização que (à parte alguns perigos) oferece importantes janelas de entendimento entre os povos.

Por isso, o que sente quem olha esta questão de uma forma global é que, do ponto de vista da civilização, era provavelmente mais vantajoso manter a internet tal como está do que regulamentá-la da mesma forma que o cabo, os telefones ou a rádio estão regulamentados. Parece que hoje toda a gente se apercebe das vantagens de manter a internet tão livre quanto possível e, sobretudo, neutra, tanto do ponto de vista político como económico. Por alguma razão, isso hoje tornou-se evidente para toda a gente.

O que, finalmente, suscita a tal questão curiosa que tinha referido antes. Se isso é assim hoje, será que não foi assim no passado? Será que quando surgiu a televisão, por exemplo, não teria sido mais vantajoso, do ponto de vista civilizacional, permitir um maior ocupamento do espaço de difusão a preços bem mais baixos do que limitar o espaço radioeléctrico a um número muito reduzido de operadores que pagam forte pelas suas licenças e cobram muito pelo seu serviço (em taxas ou em ocupação publicitária)? Certo, é preciso ter um televisor para ver televisão. Mas também é preciso ter um computador para navegar na internet. Claro que o espaço radioeléctrico é limitado enquanto que o “espaço”  online é ilimitado. Mas isso não explica tudo.

Uma das razões pelas quais o modelo de negócio dos media na internet está tão difícil de equilibrar prende-se com o facto de o “espaço” online estar a ser gerido de uma forma profundamente diferente dos restantes media. Ou seja, de uma forma economicamente irracional. Se fosse gerido como no negócio do cabo, por exemplo, já haveria empresas a fazer grandes lucros online. Mas eu provavelmente não teria um blogue…

No passado, as mudanças na paisagem dos media, da informação e da comunicação, sempre induzidas por inovações técnicas, adoptaram os modelos de negócio que adoptaram em parte por razões técnicas mas também em parte por razões económicas. Ou melhor, por razões económicas impostas por decisões políticas. Foram as autoridades nacionais ou regionais que decidiram a ocupação e distribuição do espectro radioeléctrico, das licenças de rádio e televisão, dos operadores de cabo e telefone, etc. E, ao fazê-lo, fizeram-no sempre de forma a garantir o seu aproveitamento comercial, independentemente do interesse civilizacional de cada uma dessas mudanças.

É disso que se trata hoje nos Estados Unidos. Embora com atraso, porque alguém estava distraído, alguém está a tentar “dar a ganhar” o dinheiro que aparentemente a internet não está a dar. Só que, por um lado, desta vez o “povo” está alerta e, por outro, o que está em causa é uma mudança de consequências provavelmente mais profundas que qualquer das anteriores. Por isso, talvez fosse de experimentar um caminho diferente…  

O que fazer com o YouTube?

O YouTube (e serviços similares como o Google Video,o Dumpalink, o iFilm, o Putfile, o Metacafe, etc) já se tornou tão grande que a questão agora é: o que fazer com ele?

Uma das respostas está aqui e sobretudo aqui: o site Free Movies & Documentaries & Cartoon & Music (dica Jornalismo & Internet; recomendo, p. ex. “The rise of the politics of fear“) não aloja nenhum, mas linka uma grande quantidade de videos alojados em qualquer dos servidores de video acima. Ou seja, faz uma selecção do que considera mais interessante e desse modo desempenha uma função de gatekeeper em relação à enorme quantidade de videos que hoje já estão disponíveis online. Faz, pelo menos em parte aquilo que faria um canal temático de televisão, com a diferença de que os inputs são muito mais diversificados e… gratuitos.

De alguma forma, parece-me que o futuro do jornalismo e o approach de Jay Rosen passam por aqui. A cada vez maior disponibilidade da informação online (nos seus diversos formatos: texto, audio, video) chama pela capacidade de congregar vários inputs de formatos diferentes provenientes das mais diversas fontes (incluindo a própria audiência) numa plataforma credível. Depois da “bebedeira de liberdade” que a internet lhes oferece (não devemos esquecer que estamos num Processo Revolucionário Em Curso), as pessoas vão voltar a desejar  que alguém lhes assegure a credibilidade e lhes enquadre aquilo que lêem, vêem ou ouvem.

Uma revista de música por exemplo, tem como tal os dias contados. Mas uma brand de informação musical pode susbsistir se souber responder às novas necessidades da “audiência” (não esquecendo, claro, a “necessiddade” de a mesma participar no processo), transmutando-se de simples revista em plataforma de entretenimento informativo com manifestações de vários tipos. Um jornal deve em princípio seguir o mesmo caminho, assim como uma rádio ou uma televisão, ou um operador de telemóveis.

A mudança é certamente civilizacional e por enquanto ainda imprevisível, mas, de certa forma, as necessidades das pessoas não mudam (ou mudam menos); o que muda, por imposição tecnológica, é a forma como elas podem ser satisfeitas.

Hesitei bastante antes de postar sobre isto aqui. Mas decidi fazê-lo por duas razões. Primeiro, acho que isto vai dar muito que falar. Segundo, penso que se, por um lado, revela dois dos lados mais negros da natureza humana (o exibicionismo e o voyerismo), por outro lado, é uma manifestação do carácter absolutamente livre da Internet e dos “serviços” web 2.0.

Como é sabido, mesmo sendo tão popular como é, o You Tube não permite videos pornográficos. Pois bem, para colmatar essa lacuna já surgiu a versão beta do Porno Tube, onde qualquer pessoa pode fazer o upload ou o download de filmes pornográficos, assim como fotos e ficheiros audio. Há de certeza profissionais por ali, mas não tenho dúvidas que existe e vai existir cada vez mais material genuinamente amador. Aliás, não é difícil antecipar que este serviço tem potencial para suplantar em popularidade até o You Tube. O link está aqui, mas –ATENÇÃOa partir deste ponto cada um está por sua conta. Trata-se de material pornográfico hard-core que só deve ser visualizado por adultos preparados para isso.

Nasce a Internacional Pirata!

Uma das consequências da tentativa de encerramento do Pirate Bay na Suécia (relato aqui) foi a grande notoriedade internacional que este movimento ganhou, Em resultado disso, os “partidos piratas” nascem como cogumelos um pouco por todos o lado, partilhando o manifesto político original do partido pirata sueco. EUA, França, Itália, Bélgica, Polónia, Austrália, Holanda, Espanha e Reino Unido são alguns dos países onde partidos semelhantes se criaram ou estão a ser criados. Dado o património eminentemente político que partilham, esta já uma verdadeira Internacional Pirata.

(via TorrentFreak)

O futuro dos media

Depois de falar e escrever repetidamente sobre new media e sobre o fim da “audiência”, Jay Rosen , professor de jornalismo na Universidade de Nova Iorque, anunciou o passo em frente com a criação da plataforma Newassignment.Net, um empreendimento e um site destinados a combinar o citizen journalism com o jornalismo tradicional num funcionamento em rede que se pressente mas na realidade ainda não se sente.

Basicamente, trata-se de uma forma de financiar reportagens, em qualquer meio, através de donativos. O site usa métodos Open Source para criar reportagens que interessem às pessoas e que estas ou instituições estejam dispostas a financiar. Um grupo de editores gere o andamento da reportagem e os jornalistas no terreno trabalham em estreia colaboração com os citizen journalists para, previsivelmente, conseguirem reportar aquilo que os media tradicionais não conseguem, aplicando na prática o princípio de Dan Gillmor: “My readers really do know more than I do… sometimes.” Jay Rosen acredita que a resposta às muitas dúvidas que se levantam em relação ao futuro dos media, ainda pode vir… dos media tradicionais, mas não nas formas habituais. No lançamento da iniciativa, Rosen dá como exemplo de Cris Allbritton, ex-jornalista da AP que foi para o Iraque em 2003 inteiramente financiado por visitantes do site e que conseguiu enormes audiência para as suas reportagens inteiramente independentes.

Quando olhamos a sério para o futuro dos media… não vemos grande futuro. À primeira vista, a resposta de Jay Rosen é mais uma entre tantas que têm surgido - e falhado -  recentemente. Mas, atenção, Jay Rosen não é um qualquer… Como de resto provam os depoimentos de Dan Gillmor, Jeff Jarvis e Doc Searls, que ele inclui no lançamento da iniciativa. Ou seja, vale a pena estar atento a esta plataforma, pois pode muito bem ser a mais séria resposta até hoje à incógnita que é o futuro dos media. I’ll be watching! (and reporting…)