Uma boa imagem

Os blogues estão para os jornais como os espinafres estão para o Popeye.”

(Bloggers Blog)

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Conferência Freepress

Benjamin Franklin once said: ‘Democracy is two wolves and a lamb voting on what to have for dinner’. ‘Liberty’ – he said – ‘is a well armed lamb contesting the vote’. My fellow lambs…

Bill Moyers, jornalista, na abertura da National Conference for Media Reform

Há mais video, audios e webcasts no site da organização. Há também um blogue que acompanha o evento. Vale a pena ver mais em detalhe. O combate passa por aqui.

My fellow lambs…

Don’t email me!

Joel Stein, colunista do L.A. Times:

Here’s what my Internet-fearing editors have failed to understand: I don’t want to talk to you; I want to talk at you. A column is not my attempt to engage in a conversation with you.”

 Descoberto num post do Metafilter, cujos comentários também são interessantes. Cito dois:

I don’t want to talk to him either.”

I agree with everything he says. But how do I tell him?”

Is this the future of Journalism?

 Mayrav Saar, no Los Angeles Times

A woman in Venice Beach reviews “The Lion King” and declares it the best musical she’s seen — of the four she’s ever seen. In Dallas, a group of professional reporters and “citizen journalists” collaborate on a federal government exposé. And a Milwaukee news magazine’s experiment with amateur reporters yields fresh insights into city planning, fire department politics and “taco butt,” that unsightly parting of the derrière caused by too-tight denim inseams.

Is this the future of journalism?

Across the country “citizen newspapers” are springing up, full of promise, energy and atrocious spelling errors. They’re largely written by unpaid, untrained and unedited citizen reporters, who say they “commit acts of journalism” more for kicks than out of a sense of civic calling.

 A pergunta é pertinente…

(via CyberJournalist)
 

The age of podcasts, war-zone bloggers, and countless other online information sources presents newspapers with arguably their biggest challenge ever. But how to react? Is print heading for obsolescence? Or can it re-invent itself and reach out to a generation brought up looking at screens?

Boas perguntas que o Independent colocou a 24 especialistas dos media tradicionais. As respostas estão aqui.

(dica Jornalismo & Internet)

Plágio de títulos?

Há dias destaquei aqui o título de um artigo do Público sobre um barco chinês esperado na Europa carregado de brinquedos para o Natal. Ao folhear agora o Courrier Internacional (que tem a respectiva licença de utilização) descobri que a peça se refere a uma informação originalmente publicada no The Guardian. O que é curioso é a semelhança não exactamente coincidente entre os três títulos.

“Christmas is coming – and it’s coming from China”

The Guardian, 30 de Outubro de 2006

“O Pai Natal está a chegar – vem da China e de Barco”

Público, 31 de Outubro de 2006 (link pago)

“O Pai Natal é chinês… e vem de barco”

Courrier Internacional, 10 de Novembro de 2006 (sem link)

Se os direitos de utilização do Corrier em relação ao Guardian sem dúvida lhe permitem este título, já no caso do Público ele parece claramente um plágio.

Grande título!

O Pai Natal está a chegar – vem da China e de barco

O maior porta-contentores do mundo vai descarregar num porto britânico produtos made in China destinados a toda a Europa

O Emma Maersk 3 passa esta semana ao largo da costa portuguesa a caminho do porto britânico de Felixtowe e a sua carga é preciosa num certo sentido – se ela se perdesse, perder-se-iam também milhões de presentes de Natal.
O gigante dos mares, o maior porta-contentores jamais construído (transporta 11 mil), carregou no mês passado, no porto chinês de Yentian, muitas das coisas que vão ser “as novidades” do Natal de 2006.

Bravo!

É só para elogiar o comentário assinado hoje no Público por Pacheco Pereira a propósito da reserva de privacidade, do Expresso e da namorada do Primeiro-Ministro. O link é pago, mas no Hoje há Conquilhas está uma transcrição bastante extensa.

A crónica de Pacheco Pereira recebe naturalmente variados elogios na blogosfera, incluindo alguns encómios mais interessados, embora, se bem entendo o Dr. Pacheco Pereira, a sua posição não tenha nada de pessoal.

Uma baixaria do Expresso

O Expresso noticiou que o “casal Sócrates” vai estar junto na campanha pelo sim no referendo ao aborto num colóquio a realizar na próxima segunda-feira. A notícia orignal (link pago) foi reproduzida pelo Diário Digital (e, claro, abundantemente referida na blogosfera).

Em primeiro lugar, a expressão “casal Sócrates” já seria em si mesma um risível abuso. Não há nenhum casal. Há um PM, com opiniões muito “noticiáveis” sobre o assunto. Há uma jornalista activista do tema, com opiniões menos “noticiáveis” sobre o assunto. Mas o que há entre os dois, se há, é com eles e o Expresso não tem nada com isso.

Ao noticiar o assunto nos termos em que o fez, o Expresso ganha das duas formas: ou a a notícia se confirma o o Expresso acerta; ou não se confirma (como suspeito que vai suceder, como se pode depreender do programa) e o Expresso ganha na mesma porque colocou o assunto na agenda. Para seu próprio benefício e de toda a imprensa, que está “mortinha” por deitar as mãos a este assunto. Agora, com esta notícia do Expresso, é quase inevitável que quer Sócrates, quer Fernanda Câncio sejam interrogados sobre o assunto na próxima segunda-feira. Se falarem dirão o que dirão, se não falarem “dirão” o seu silêncio. “Dirão” sempre alguma coisa, independentemente de quererem ou não dizer alguma coisa. É essa vitória que o Expresso consegue com esta baixaria. 

Foi por estas e por outras que o Expresso há muito deixou de ser o meu jornal.

Diário de um quiosque, um blogue muito interessante, por razões técnicas mas não só. 

A “Asco” e a “Chupista” são as distribuidoras, o “Olegário” é o empregado, e o “Ardinário” é o dono do quiosque, que, com regularidade semanal, posta tudo o que há para saber sobre o negócio, até ao mais ínfimo pormenor: vendas, receitas, despesas, lucros, problemas do dia-a-dia, conversas com clientes, etc. Fica em parte (propositadamente) incerta, mas podia ser em qualquer lugar.

Tem informação útil para quem está no negócio dos jornais e revistas, mas é também uma leitura agradável e divertida.

Favorite-se!

(obrigado ao Glória Fácil pela dica)