As notÃcias realmente importantes do dia são estas:
1. A Moody’s ameaça cortar o rating dos EUA se não for aprovado um aumento do plafond da dÃvida.
2. PIB da China cresceu 9,5% no segundo trimestre de 2011, depois de já ter crescido 9,7% no primeiro trimestre.
Até à crise de 2008, a Europa (mandada pelos alemães) enfrentou o crescimento anémico da economia com um controlo acérrimo do défice. E isso valorizou – sempre – a sua moeda. O Euro foi sempre mais pujante que o Dólar. Os norte-americanos, ao contrário, passaram muitos anos a imprimir dinheiro para compensar a falta de crescimento. Ambos estão a pagar a factura agora: a Europa cobrando ao sul aquilo que o norte lhe emprestou; os EUA cobrando a si próprios os juros da criação artificial de riqueza. O sentimento “the party is over†é o mesmo dos dois lados do Atlântico.
Pode-se dizer muito sobre o Dólar e pode-se dizer muito sobre o Euro. Podem-se escrever milhares de artigos sobre os problemas de cada uma das moedas, dos seus respectivos impérios e das relações tensas entre ambas. Mas isso será sempre “peanuts†perante a evidência de que há dois blocos económicos a cresceram a ou ou dois por cento ao ano durante décadas e outros que crescem a 10 ou 12% ao ano ano mesmo perÃodo. Isto não pode senão ter consequências enormÃssimas em todas as formas de equÃlibio global: económico, social, polÃtico, etc.
Este é o verdadeiro problema e é com ele que nos devemos preocupar (na verdade “preocupar†parece neste contexto um termo presunsosamente “europeuâ€â€¦). No quadro do enriquecimento rápido dos chineses e do emprobecimento relativo (e sustentado) dos europeus e dos norte-americanos, o Euro e o Dólar parecem cada vez mais dois náugrafos a disputarem o último colete salva-vidas do navio. Que andem à bulha (ou tenham  a tentação de andar à bulha) pode ser divertido, mas não resolve o problema. Se é que ele tem solução!
Cheira a fim de império!