Inside job

Hoje assisti à ante-estreia de “Inside Job“, o filme-documentário sobre a crise financeira de 2008 realizado por Charles Ferguson premiado em Cannes:

1. Quando virem o filme experimentem trocar “Lehman Brothers” ou “MerrilL Lynch” por “BES” ou “BCP” e onde está “administração Obama”, “administração Bush” ou “administração Clinton” experimentem ler “governo de Sócrates”, “de Durão Barroso” ou “de António Guterres”. Como mesmo no dia anterior tinha acabado de comprar o livro “Donos de Portugal“, o “Inside Job” parecia a versão para cinema do livro, mas em “remake” norte-americano. Um “flash”!! Não arrisco dizer se foi Portugal que plagiou os EUA ou se foram os EUA que plagiaram Portugal, mas estou cada vez mais convencido que nem uma coisa nem outra. Provavelmente o fenómeno – que é o mesmo! – tem as mesmas causas nos dois sítios.

2. Continua a parecer-me irracionalmente surpreendente que, dois anos depois da débacle, nada – nada! – tenha acontecido. Nem aos seus protagonistas, nem às empresas, nem aos países, nem às sociedades, nem às ideologias que engendraram a crise. É muito difícil de compreender. Na realidade apenas concebo que aceitemos que nada aconteça, à luz de alguma mudança que esteja para chegar capaz de transformar definitivamente – revolucionar! – a maneira como funciona o mundo! É a única explicação!

3. Uma das figuras públicas presentes na ante-estreia era o professor João César das Neves, o tal do “não há almoços grátis”… Get it? Seria caso para perguntar quem é que pagava este “almoço”. Mas – sobretudo – gostava de ter estado ao lado dele quando o filme falou dos professores das grandes faculdades de economia norte-americanas e do dinheiro que ganhavam por fora a fazer relatórios favoráveis às instituições financeiras…

4. Aliás, as agência de rating também não saem muito bem do filme. Fixei sobretudo uma frase: “os nossos ratings são apenas opiniões”…

5. Por fim, registo a presença assídua – muito assídua mesmo – de algumas figuras do nosso “jet-set” televisivo nestas ante-estreias à borla. Será que nunca pagam um bilhete de cinema? Mais uma vez seria de perguntar ao professor César das Neves – outra vez! – se afinal há ou não há almoços grátis!!

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