Pela sua inesperada violência, este é um Orçamento com duas margens:
1. Tem margem para um acordo de viabilização com o PSD, mediante abstenção em troca com uma ou duas concessões;
2. Tem margem para, em Maio, aliviar ligeiramente o torniquete (quando os mercados já estiverem mais “calmos”) e permitir ao PS voltar a ganhar as eleições.
É politicamente brilhante e coloca mais uma vez o PSD de Passos Coelho perante um dilema indesejável: ou vota contra e perde; ou viabiliza o orçamento… e perde! Mais uma vez, Sócrates dá “15 a 0” a Passos Coelho em política pura. O homem está para durar!
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