A ideia – interessante – é desenvolvida por António Pinto Leite na edição de ontem do Expresso.

Argumenta ele que, se Sócrates fosse do PSD, já estaria a ser questionado internamente, o que prova como o PS e o PSD são diferentes. Está inteiramente correcto, mas não da maneira que julga.

O PS não tem “barões”. Terá, quanto muito, notáveis. E alguns “históricos”. E, não tendo “barões”, também não tem “baronatos”. Nem “tendências”. Tudo isto o PSD tem e sempre teve com fartura. Por isso o PSD debate muito… e age pouco. O PS debate pouco… e age muito. O PSD envolve-se em querelas internas que, como agora, esgotam as suas forças ainda antes de ter qualquer coisa a dizer ao país; o PS não gasta tempo com “ninharias” internas e despacha o debate para dar lugar a palavras de ordem. Ou seja, o PSD é um verdadeiro viveiro de ideias politica e o PS é um deserto das mesmas.

PSD e PS são simétricos, mas não são exactamente similares. E esse é um dos elementos estrutrantes da nossa vida política. António Pinto Leite intuiu-o. Só não o expressou com o olhar equidistante que o interesse da questão merece.

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