Automagazine

Caros amigos,

Como todos certamente já perceberam, a Motorpress, pressionada pela quebra de vendas e de facturação publicitária, decidiu encerrar duas revistas – entre as quais a Automagazine – e fazer o despedimento de 28 pessoas, das quais 11 jornalistas – entre os quais eu.

Naturalmente, esta não é uma decisão que eu tomaria e não concordo com ela. A Automagazine é uma boa revista e, resistindo durante esta fase de crise que atravessamos, tinha condições de continuar a ser a revista de sucesso que sempre foi. Mas a Motorpress, num processo iniciado em Estugarda, decidiu diferentemente. Lamento-o e penso que a Motorpress também o virá a lamentar um dia.

Pela minha parte, levo a mágoa que não ter conseguido conduzir a Automagazine a bom porto. Lamento-o pelos muitos leitores fiéis que nos acompanharam ao longo destes anos, pelos excelentes jornalistas que passaram por esta casa e, sobretudo, pela revista, que merecia mais e melhor.

Mas, olhando para trás, fico orgulhoso do percurso que fizemos. Creio que fizémos uma boa revista, da qual nos podemos orgulhar. O  que a derrubou foram as contingências do mercado e a interpretação – a meu ver errada – que deles foi feita por quem tinha que decidir.

A mim pessoalmente, o tempo passado à frente da Autmagazine, deu-me os melhores momentos profissionais que vivi até hoje! E dá-uma uma experiência de vida que – não o duvido – ser-me-á muito útil no futuro. Para mim, esta é uma oportunidade que abre novas rotas de evolução profissional. Há alguns projectos que gostaria de levar por diante, mas por enquanto são apenas projectos. Quando forem mais do que isso, os meus amigos serão naturalmente os primeiros s saber deles.

O meu obrigado a todos os que me deram uma palavra amiga neste momento difícil. Bem hajam!

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