Notável esta edição especial da revista Egoísta, editada pela Estoril-Sol, dedicada à PAZ. São 300 páginas com capa dura, como um livro de luxo, com colaborações de D.José Policarpo, Mário Soares, Kofi Annan, Dalai Lama. Adriano Moreira, Ramos Horta, Bento XVI, Al Gore, Fernando Nobre, Inês Pedrosa, Pesdro Tamen, Elie Wiesel, Francisco José Viegas, Mário Cláudio, Richard Zimler, José Manuel Mendes, Hélia Correia, José Eduardo Agualusa, Fernando Dacosta, João Aguiar, Agustina Bessa-Luís e muitos outros.
A juntar às reflexões, está lá a excelente pintura (destaco Graça Morais) e a fotografia (notável a série de retratos de mulheres que fizeram a Paz com o seu corpo depois de uma mastectomia; uma lição de vida).
A edição é excelente e merece ser guardada. Mas, como sempre acontece quando contacto com a qualidade da Egoísta (desta vez ainda mais), não consigo deixar de reflectir, primeiro, o quanto a ausência de contingências económicas estimula a manifestação dessa qualidade, e, depois, como isso só podia ser sustentado por um negócio tão àvido de “lavar” dinheiro como o Jogo. Isso ocorre-me quando folheio a Egoísta, mas, é curioso, não consigo deixar de pensar que tanta qualidade, em si mesma, só pode ser um bem.