O poder da internet

Este tipo escreveu que uma das coisas que gostaria de fazer antes de morrer era conduzir um Aston Martin e na volta do correio recebeu um e-mail do presidente da companhia a conceder-lhe o desejo.

(via Scobleizer)

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Procura-se “nome feio”

«Há 60 por cento de tipos, segundo essa sondagem, que querem ser proprietários da Madeira, mas que não querem gastar dinheiro com a Madeira, logo há um nome feio que se chama a esses senhores. . .»

Alberto João Jardim em declarações à TSF, a propósito de uma sondagem sobre o financiamento do arquipélago.

A minha pergunta é: que “nome feio“? A sério que não sei! Será o mesmo nome que se dá a uma figura que nasceu, cresceu e “engordou” à conta do dinheiro público? Ou seja, do dinheiro dos outros?

O que é dramático perceber hoje é que, quando os acólitos de Jardim lançavam o seu nome para a comunicação social como potencial candidato presidencial – lembro-me do o ver em várias sondagens – isso não era afinal tão disparatado quanto poderia parecer. Um país que teve Santana Lopes como primeiro-ministro também podia ter Alberto João Jardim como Presidente. E isso é que é dramático!

Felizmente está a acabar.

A geração YouTube

Despois da Geração X, eis a Geração Y, de YouTube:

1. a televisão aborrece-os
2. sentem-se mais à vontade com o SMS e com o Messenger do que com o telefone
3. querem escrever sobre a sua vivência, num processo que replica as histórias contadas dos mais velhos
4. não entendem que a cultura tenha proprietários
5. utilizam o computador como uma ferramenta social
6. não sabem procurar sem o Google
7. fotografam tudo
8. valorizam a autenticidade
9. são politicamente revolucionários
10. são seres globais

(uma dica Atrium, citando José A. del Moral)

“Kramer” acusado de racismo

michael-richards.jpg

Este senhor aqui ao lado, um actor norte-americano chamado Michael Richards, tornou-se famoso como “Kramer” na série televisiva Seinfeld. Depois de algum tempo na obscuridade, voltou à ribalta pelas piores razões.

Durante um recente espectáculo de stand-up comedy, Michael Richards ficou perturbado pelas interrupções de alguns elementos do público e disparou várias ofensas racistas. O vídeo, claro, já chegou ao YouTube, assim como o posterior pedido de desculpas, feito no programa de David Letterman perante a presença tutelar do próprio Jerry Seinfeld.

Os videos estão aqui em baixo.

Acontece que os sujeitos a quem Richards se dirigiu directamente durante o espectáculo dizem não ter aceitado as desculpas e tencionam levar o processo às últimas consequências jurídicas.

(Esta história é uma dica do Notas ao café…)

 

O futuro passa por aqui

Em dois podcasts diferentes do On The Media, descobri a linha inicial de pesquisa para uma tecnologia que pode mudar a paisagem dos media:

O Podscope (como o Podzinger, o Blinkx ou o Pluggd) da TV Eyes, é um start-up que faz pesquisa audio e video dentro dos podcasts. Não sei se o seu funcionamento já será perfeito mas é de certeza muito interessante e com muitas potencialidades. Basicamente, identifica todos os podcasts onde foi utilizada a palavra pesquisada e permite reproduzir alguns segundos dessa emissão, antes e depois de proferida a palavra, para que o utilizador decida se quer ou não fazer o download. O Techcruch jáse referiu a este software, assim como, em português, o blogue Chão de Papel.

Sergey Brin, da Google, tem-se mostrado em várias intervenções públicas muito interessado na pesquisa video e na publicidade em TV (como nesta peça da AdAgelink pago). A questão é muito simples: Brin pretende conseguir aplicar ao video e ao audio a técnica dos algoritmos que fez o sucesso da Google e do AdSense. A técnica que servir para pesquisar também serve para distribuir publicidade. E no momento em que a Google o conseguir fazer, terá aberto a porta a toda uma nova realidade no campo dos media.

Jay Rosen fala do NewAssignment.net

Jay Rosen falou sobre o seu projecto NewAssignment.net, já aqui abordado, num podcast do Mediaberkman. Entre as muitas coisas interessantes que Rosen diz neste podcast, destaco estas citações:

“(One of) our mission is to figure out whether there can be a ‘gift’ economy for news. A ‘gift’ economy is different than a market economy. In a ‘gift’ economy, the winners are the ones who give something of the most value away. In ancient tribal cultures, where there is a ‘gift’ economy, if you give a greater gift than your host, then you have in a sense won. The more you give away the more you win. That’s how a gift economy works. What we are trying to figure out is whether that kind of economy can support news. You could say non-profit, but it’s more than non-profit; it’s ‘gift’.”

“Today, one of the biggest things changing the world is that the cost and the difficulty for like-minded people o find each other, share information and work together is falling rapidly. This fact is going to change politics, commerce, business, education and I believe it’s gonna change journalism.”

“Right now, I would say the most likely outcome of newassignment.net is that it’s gonna fail,”

Four Eyed Monsters

Descobri este filme - “Four Eyed Monsters” - a partir de um excelente documentário open-source sobre net neutrality. Pois bem, o filme parece ser tão interessante como o documentário. Eis a sinopse:

“They have four eyes, two mouths, eight limbs that wrap around themselves. It’s disgusting!” Arin says, as we see images of couples throughout New York City. “But I can’t help but envy them.”

Arin is a wannabe filmmaker and highly inexperienced with love, despite the fact that he spends most of his time editing wedding videos. In one of the most populous cities in the world, he is alone and tormented by the beautiful women he sees everywhere. He turns to the Internet.

Susan is an art school graduate working as a waitress and suffering from a lack of inspiration. She receives a message from Arin, but since she’s tired of dating, especially online, she suggests that he should just stop by her work.

Arin is too shy to introduce himself. So instead, he follows her home without her knowing and emails her pictures of her mundane daily trudge. She is intrigued.

They decide to meet up, but in an attempt to keep their interaction interesting, they make a pact to not speak to one another. As their romance develops, they only write, draw, email, text, have sex, instant message, and make videos for each other. No talking.

Susan’s creative clouds begin to lift, and Arin’s dry spell has ended. Unfortunately, a new world of more complicated problems is discovered, and they are forced to deal with intimacy as they meld together and create a monster.

O trailer abre na página inicial do filme e recomendo a sua visualização. Mas esta reportagem da Binside TV explica a forma como o filme se enquadra num projecto global com um conjunto de video podcasts, visíveis aqui, que explicam o percurso artístico dos autores do filme na promoção dele em vários festivais.

 

Ou seja, este é um bom exemplo de um projecto fílmico que se desdobra em várias manifestações diferentes e utiliza vários media diversos como forma de contornar os oligopólios da distribuição. Aqui, do outro lado do mundo, fiquei com muita vontade de ver o “Four Eyed Monsters”. Isso deve querer dizer alguma coisa…

O “outro lado” do debate sobre Net Neutrality

O site Netcompetition. org representa o “outro lado” no debate sobre Net Neutrality. Reune os argumentos dos que acham que a net não deve ser regulada por leis; deve ser a concorrência a estabelecer os parâmetros segundo os quais ela deve funcionar. Verdade seja dita, encontrei neste site um argumentário neste sentido, mas, ao lado, também os argumentos a favor da neutralidade da rede, algo que nunca vi em nenhum site dos defensores na Net Neutrality.