Ideias fortes da conferência de Robert Picard relaizada hoje no ISCTE (citações no original):

  • Cinco tendências decisivas para os media: abundância de meios; fragmentação dos consumos; desenvolvimento do portfolio de produtos media; erosão da força dos media; e mudança do paradigma de poder no ambiente dos media.
  • “We are doubling our scientific knowlege every 12 years; and we are doubling our general knowlege every 3 to 4 years.”
  • “We can’t talk about mass audiences anymore.”
  • Com a oferta de media muito incrementada, as pessoas apenas conseguem usar uma pequena parte dos media ao seu dispor.
  • Para os media, o desenvolvimenrto do portfolio é uma forma de reduzir os riscos.
  • As companhias de media estão a ficar mais fracas; há 20 anos havia várias nas 100 maiores empresas, hoje não há nenhuma nas 500 maiores do mundo. Segundo Picard isso é uma “dramatic shift”.
  • As companhias de media estão a tornar-se objectos apetecíveis de take-over; outras tenderão a desinvestir dos media e aplicar o dinheiro noutros sectores.
  • As companhias de media dantes controlavam a seu bel-prazer o ambiente de media. Mas agora é o consumidor que ordena, porque se tornou também produtor de media.
  • O financiamento dos media depende cada vez mais do consumidor e cada vez menos da publicidade. Hoje em dia, por cada euro gasto pelos publicitários, o consumidor gasta 3 euros.
  • As políticas públicas de estimulo da concorrência televisiva (nomeadamente as europeias) prejudicam o sector em vez de o beneficiarem. A última coisa de que os media televisivos precisam é de mais concorrência.
  • O futuro trará aos media uma erosão ainda maior da base financeira e das audiências. A competição vai aumentar, a rentabilidade vai diminuir e haverá uma tendência para a consolidação. Não há alternativa.
  • “New media need old media”; uma das razões é porque precisam de conteúdos e só os actuais produtores os podem produzir de uma forma barata (exemplo: o Google não tem connteúdos, usa os conteúdos de outros).

Moral da história: uma conferência interessante, mas na realidade sem nenhuma esperança sólida para o futuro dos media.

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