Sem bem percebi, na quadratura do cí­rculo de ontem e a propósito das afirmações do Papa Bento XVI, Pacheco Pereira opinava: não podemos pactuar com os excessos interpretativos dos radicais islâmicos; Jorge Coelho respondia: mas as declarações foram infelizes; PP retorquia: mas ele limitou-se a fazer uma atribuição de declarações históricas; JC lembrava: mas João Paulo II nunca teve declarações deste tipo nem com estes efeitos; etc, etc.

O equí­voco do debate é recorrente e aplica-se neste como em muitos outros casos. Como muitas vezes acontece, a palavra certa aqui não é “mas“, é “e“. Não podemos pactuar com os excessos interpretativos dos radicais islâmicos e as declarações foram infelizes e ele limitou-se a fazer uma atribuição de declarações históricas e João Paulo II nunca teve declarações deste tipo nem com estes efeitos, etc… Tudo isso é verdade. Uma verdade não elimina as outras. É esse precisamente um dos elementos caracterizadores de uma situação complexa.

Pensei que Pacheco Pereira, Jorge Coelho, Lobo Xavier e Carlos Andrade percebessem isso.

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