O que fazer com o YouTube?

O YouTube (e serviços similares como o Google Video,o Dumpalink, o iFilm, o Putfile, o Metacafe, etc) já se tornou tão grande que a questão agora é: o que fazer com ele?

Uma das respostas está aqui e sobretudo aqui: o site Free Movies & Documentaries & Cartoon & Music (dica Jornalismo & Internet; recomendo, p. ex. “The rise of the politics of fear“) não aloja nenhum, mas linka uma grande quantidade de videos alojados em qualquer dos servidores de video acima. Ou seja, faz uma selecção do que considera mais interessante e desse modo desempenha uma função de gatekeeper em relação à enorme quantidade de videos que hoje já estão disponíveis online. Faz, pelo menos em parte aquilo que faria um canal temático de televisão, com a diferença de que os inputs são muito mais diversificados e… gratuitos.

De alguma forma, parece-me que o futuro do jornalismo e o approach de Jay Rosen passam por aqui. A cada vez maior disponibilidade da informação online (nos seus diversos formatos: texto, audio, video) chama pela capacidade de congregar vários inputs de formatos diferentes provenientes das mais diversas fontes (incluindo a própria audiência) numa plataforma credível. Depois da “bebedeira de liberdade” que a internet lhes oferece (não devemos esquecer que estamos num Processo Revolucionário Em Curso), as pessoas vão voltar a desejar  que alguém lhes assegure a credibilidade e lhes enquadre aquilo que lêem, vêem ou ouvem.

Uma revista de música por exemplo, tem como tal os dias contados. Mas uma brand de informação musical pode susbsistir se souber responder às novas necessidades da “audiência” (não esquecendo, claro, a “necessiddade” de a mesma participar no processo), transmutando-se de simples revista em plataforma de entretenimento informativo com manifestações de vários tipos. Um jornal deve em princípio seguir o mesmo caminho, assim como uma rádio ou uma televisão, ou um operador de telemóveis.

A mudança é certamente civilizacional e por enquanto ainda imprevisível, mas, de certa forma, as necessidades das pessoas não mudam (ou mudam menos); o que muda, por imposição tecnológica, é a forma como elas podem ser satisfeitas.

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