Notas de Reykjavik

Com os meios mas sem o tempo para postar in loco, aqui ficam duas ou três notas breves sobre uma passagem por Reykjavik, Islândia:

  •  A Islândia é um país diferente de tudo o resto, inóspito, predominantemente negro (ou branco, consoante a época do ano), sublinhado pela chuva e céu escuro, mas, sobretudo, sente-se que isso se reflecte nas pessoas. Embora isso cause estranheza e exija habituação, o pior não são as apenas duas horas de "noite" durante o Verão; o pior, como disse um "nativo", são as duas horas de "dia" durante o Inverno. A Islândia não foi feita para ser habitada. Só o é com muita perseverança humana.
  • Björk é o maior vulto artístico da Islândia. Ao pé dela, os Sigur Rós ou os GusGus são meros principiantes. Talvez por isso Björk tenha uma bela casa de Verão junto ao lago. Não consta que por ali haja alguma casa de Jónsi. Aproveitei para comprar edições locais de Von e de (). Perguntei se havia alguma coisa em DVD. Não havia, mas o empregado disse que ia ser gravado um DVD no próximo dia 29 de Julho, num concerto em Reykjavik, com entrada livre. Quem puder estar presente que aproveite a oportunidade. Eu disse-lhe que esperava por eles em Lisboa.
  • Fiquei espantado com a quantidade de influências americanas na Islândia. Em certas alturas, o parque automóvel podia fazer-nos pensar que estávamos numa qualquer cidade do Alaska. Mas parece que os americanos estão de saída. Uma das hostesses do evento em que participei – uma islandesa de 21 anos – teve a preocupação de deixar isso bem claro assim que lhe falámos dos americanos…
  • A Islandia é uma plataforma de acesso ao interior dos Estados Unidos para muitos vôos. Resultado: o aeroporto parece norte-americano, com bandos de miúdos e miúdas em viagem de fim de curso, tanto para um lado como para o outro. O que impressiona nestes adolescentes americanos é a forma como eles se parecem com a ideia que deles temos. Das duas uma: ou a ideia que formamos deles é muito precisa ou eles são muito conformes com a ideia.
  • É impressionante a quantidade de água que existe na Islândia. Há água por todo o lado. Rios, glaciares e quedas de água para onde quer que olhemos. E, inteligentes e civilizados, os islandeses aproveitam-na em abundância, assim como a energia térmica vulcânica, para produzir quase toda a energia de que precisam. Também vi, na Islândia, pela primeira vez, uma estação de abastecimento de hidrogénio aberta ao público…
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