Notas de Genselkirchen

Logo a seguir a seguir a Reykjavik, numa semana intensíssima, uma visita rápida de ida-e-vinda a Genselkirchen para ver "ao vivo e a cores" o Portugal-México. Algumas de impressões sobre a matéria:

  • O estádio de Genselkirchen é muito interessante, mas assitir a um jogo de futebol num recinto totalmente coberto é algo estranho. Parece que estamos num pavilhão gigante. Sente-se que falta algo. Outra coisa a rever na concepção dos estádios é o sítio onde são colocados os painéis electrónicos: demasiado altos para os jogadores se poderem ver a si próprios depois de concluirem os lances…
  • Impressionante a quantidade de mexicanos presentes no jogo. Certamente mais do dobro dos portugueses, o que é surpreendente, atendendo a que eles vêm de a muitos milhares de quilometros de distância e os portugueses de alguns mlhares ou mesmo centenas.
  • Num jogo onde os naturais dos dois países sabem bem o significado da palavra "Olé", começar aos "olés" logo no início da partida – como fizeram os mexicanos – criou um ambiente de alguma tensão, que felizmente se desanuviou no decorrer do jogo. No final acabou tudo aos "beijos e abraços" naquele clima de descoberta e confraternização que constitui o fruto mais saboroso de um evento como este. Houve desejos mútuos de boa sorte na fase seguinte, houve troca de camisolas e cachecóis, houve fotos tirada para a posteridade, etc. É bonito!
  • Os alemães de Dusseldorf olhavam com curiosidade e um sorriso os portugueses devidamente ornamentados a caminho de Genselkirchen. Fiquei com a impressão de que a maioria deles encarava aquilo com  um espírito de convivência que, sinceramente, não esperava dos alemães. Uma surpresa positiva.
  • Outra surpresa: os alemães também já aderiram às bandeirinhas nos automóveis. O baluarte de racionalidade do norte da Europa rendido às emoções do desporto-rei. Definitivamente, algo está a mudar nos alemães… Não sei se foi Scolari que começou esta moda ou se deve ser atribuida aos holandeses que "pintaram" de laranja o europeu de há seis anos, mas devia pagar direitos de autor. Com esta adesão alemã à moda da "bandeirinha" a distinção deixa de ser de natureza e passa a ser de grau: na Alemanha alguns carros têm bandeiras, em Portugal algumas janelas não têm bandeiras.
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