Empolamento jornalístico

Esta questão do acórdão do Supremo Tribinal de Justiça a propósito dos maus tratos (versão integral aqui, via blasfémias), suscita algumas reacções rápidas:

1. Ouvi a notícia pela manhã na TSF e desde logo me pareceu um excesso interpretativo. O que em si mesmo é significativo;
2. Neste caso, como noutros, os media foram claramente uns atrás dos outros. O Público estabeleceu a agenda e a rapidez com que vários outros meios abordaram o assunto demonstra, na prática, que não o aprofundaram devidamente. A procura do sensionalismo está para os media como o populismo está para a política. O que impressiona é a abrangência dos media neste sensacionalismo em particular. Espera-se da TVI, do CM ou do 24 Horas, mas não se espera o Público, do Expresso ou da TSF.
3. A substância do acórdão é altamente discutível e dá um debate muito pertinente. Mas não nestes termos, naturalmente;
4. Como exemplo negativo, eis a formulação do Portugal Diário:
O acórdão diz “Qual é o bom pai de família que, por uma ou duas vezes, não dá palmadas no rabo dum filho“. O Portugal Diário escreve “(…) E considera que ‘o bom pai de família’ dá palmadas no rabo do filho‘.” A deturpação é evidente.

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