Freitas do Amaral

Freitas do Amaral é o Santana Lopes do governo PS, é o José António Saraiva da actual política portuguesa. Claro que pôs-se a jeito com uma declaração em que faltava metade do que lá devia estar (a condenação dos tumultos) e uma ideia risível que se calhar até era uma boa ideia. Mas isso não chega para explicar tamanha unanimidade em torno da figura. Como SL ou JAS, Freitas conseguiu unir contra si toda a intelligentsia nacional. E todos sabemos como a unanimidade gera unanimismo. Hoje em dia toda a gente “bate” em Freitas porque… toda a gente “bate” em Freitas. É isso o unanimismo. Há muitas figuras nacionais que separam opiniões, mas apenas umas poucas que as congregam. Freitas é uma delas. E como o que é normal é as opiniões divergirem, e não convergirem, talvez nos devamos perguntar porque será assim neste caso. Será que a intelligentsia nacional precisa do seu saco de porrada para compensar a angústia da divergência de opiniões? Será que FA, como SL ou JAS, têm afinal a função reflexiva de nos assegurar que também nós fazemos parte dessa elite em que nos projectamos? Procurar a unanimidade em figuras como Freitas é, para os espíritos livres, o mesmo que para os pobres de espírito é procurar em Deus a explicação do mundo. Na verdade, nem uma nem outro existem. Por angustiante que seja, é mesmo assim. E disso Freitas não tem culpa.

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