O facto de vários jornais europeus terem reproduzido caricaturas na linha das publicadas na Noruega, embora provavelmente não intencionalmente orquestrada, dá ao mundo islâmico a mensagem certa: na defesa da liberdade de imprensa, há muitos focos de resistência por toda a Europa. Os noruegueses não estão sozinhos. As reacções fundamentalistas, a existirem, têm muitos alvos a abater.
Claro que o risco neste tipo de solidariedades espontâneas é tornar a questão civilizacional em vez de particular. Mas o correcto não é evitar as caricaturas porque elas ofendem o mundo islâmico; o que é preciso é manter a defesa irredutível da liberdade e esperar que essa liberdade encontre eco dentro do mundo islâmico. Não por qualquer superioridade cultural, mas sim porque a lei dos homens manda mais no mundo dos homens do que a lei dos deuses. Quaisquer deuses.

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