Reflectindo…

“Contudo, o que joga nesta eleições não é a vontade de mudança contra a passividade do imobilismo. Toda a gente quer hoje declaradamente a mudança. Mas uma mudança mágica, que salve o país sem a dor do sacrifício.
(…) A extraordinária maioria de que Cavaco goza nas sondagens exprime um fenómeno messiânico de tipo religioso(…): ele surgiu como um santo milagreiro. O povo segue-o com o mesmo espírito com que organiza cortejos e rezas colectivas para que chova, em período de seca.
E não está ele associado à chuva de dinheiro que caiu durante os seus mandatos de primeiro-ministro, sobre Portugal? A confusão abriu as portas à irracionalidade da fé, e atribuiram-se a Cavaco poderes salvíficos que não possui.O messianismo que vai decidir o resultado final, rebateu-se sobre a estratégia de silência do candidato e produziu uma forma inédita de populismo (…).
Estas eleições transformaram-se em legislativas mascaradas sem as clivagens políticas habituais. Joga-se nelas a mudança (daí o seu carácter legislativo), mas sem instabilidade, sem sacrifícios, sem mudança (o que o Presidente é suporto conseguir).”
José Gil, na Visão (sem link)
Sublinhados meus.

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