Porquê? Porque sim!

Segundo um artigo de Wayne Hulbert publicado no Webpronews.com e citado no Bloggers Blog, a maioria dos bloggers não blogam para obter fama ou notoridade, ao contrário do que supõem (aberta ou implicitamente) a maioria dos que não o fazem. Um ou dois estudos sustentam esta tese.

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Xadres como arte

Mais uma informação da Robb Report:

A ver por quem estiver por lá, a exposição de tabuleiros e peças de xadres no Museu Noguchi de Nova Iorque. Em exibição estarão várias peças de diferentes autores, incluindo do próprio Isamu Noguchi, como esta réplica do tabuleiro desenhado em 1944 para uma exposição realizada também em Nova Iorque, coordenada pelos surrealistas Marcel Duchamp e Max Ernst.

Quem tiver 25 mil dólares para gastar também pode comprar uma das dez reedições feitas à mão deste tabuleiro.

Puro Luxo

Os 20 Luxos que vão marcar o ano de 2006, segundo a revista norte-americana Robb Report:
(para os realmente muito ricos)

O superdesportivo Ferrari FXX
O jacto supersónico privado Aerion
O hotel de luxo e golfe St. Andrews Grand
Os charutos Partagas, edição limitada Dacadas
O relógio Zenith Grand Class Traveller Répétition Minutes
O Porsche Cayman S
O entertainment center Elara
O hotel Mandarin Oriental, em Tóquio
O resort subaquático Poseidon, nas Bahamas
O iate Christensen 150
A versão especial Lamborghini Gallardo SE
O relógio personalizado F.P. Journe Sonnerie Souveraine
As malhas Ballantyne
O resort de férias Aqualina, na Florida
Os novos campos de golfe de Cancún
Os leilões de jóias da Sotheby’s
O iate SeaFair Grand Luxe para exposições de arte
A actualizaçao moderna do Palmer Johnson 150
O resort asian-style Amanyara, nas caraíbas
Os restaurantes Blue e Periwinkle, de Eric Ripert, no Ritz-Carlton Grand Cayman.

Eanes com Cavaco

O blogue Super-Cavaco diz que Eanes irá presidir à comissão de honra da candidatura de Cavaco. Não sei se esta notícia terá confirmação oficial, mas, se tiver, será uma má notícia para a candidatura e um indicador de inépcia política do próprio candidato. Cavaco tem todo o interesse em afastar-se – e não aproximar-se – da imagem de estadista ascético e bafiento que ameaça colar-se-lhe nesta eleição. Eanes (um verdadeiro “guru” na matéria) é a pior companhia para o fazer.

Aproveitando o lançamento recente do disco Takk e antecipando a sua visita a Portugal, a Jukebox passa hoje a emitir Olsen Olsen, dos Sigur Rós, um projecto musical islandês que se confirma como uma das coisas mais “fresh” que o mundo da música produziu noa últimos tempos. O site oficial está aqui, mas também existe uma versão mais completa aqui.

Para quem quer ter uma panorâmica geral da música dos Sigur Rós ou mesmo fazer o download gratuito (legal) de músicas e videos, este especial do portal Webjay é visita recomendável. Em particular destaco este belo video de Vidrar Vel Til Loftarasa. Quem não sabe islandês (que vergonha!) pode consultar as letras e respectivas traduções aqui.

A visita a Portugal acontece a 19 e 20 de Novembro nos Coliseus do Porto e de Lisboa, respectivamente.

Durante o debate de ontem na SIC Notícias sobre as presidenciais (Ricardo Costa, Henrique Monteiro, Luis Delgado, Nuno Rogeiro) alguém, penso que Luis Delgado, ficcionou a seguinte cena:

Sócrates chega à reunião de quinta-feira e afirma:
– “Sr. Presidente, estamos com problemas orçamentais, os números não me deixam alternativa, vou ter que aumentar os impostos.”

Um presidente Soares provavelmente encolheria os ombros, chamaria a atenção para os problemas sociais e responderia:
– “Está bem, se tem que ser, que seja.”

Mas um presidente Cavaco, o que diria provavelmente era:
– “Ai é? Então dê-me lá os números. Espere aí um bocadinho enquanto eu estudo isto e já falamos.”
Provavelmente Cavaco apareceria 10 minutos depois com, no mínimo, uma “revisão” fiscalizadora dos números e, no máximo, uma solução para o problema.

A conclusão dos debatentes é lógica: o país só tinha a ganhar com isso.

Mas nesta ficção falta um componente narrativa importante. O que Sócrates diria, provavelmente era:
– “Desculpe lá Sr. Presidente, mas não tenho nada que lhe mostrar os números. É a mim que compete governar e portanto os números só a mim interessam. O que lhe é devido a si é apenas a informação da condução da política.”

Conseguem imaginar o que aconteceria a seguir?

Os tabus de Cavaco

Ao anunciar a sua candidatura, Cavaco quebrou dois tabus: saber, finalmente, se era ou não candidato e saber se tinha ou não uma “tentação presidencialista”. Cavaco foi claríssimo a sublinhar a concordância com os actuais presidenciais e com isso deve ter sossegado muita gente e desiludido outra tanta.

Mas talvez não seja razão para nenhuma das cosias. Nem os primeiros podem ficar completamente sossegados nem os segundos completamente desiludidos. Toda esta conversa acerca do eventual alargamento dos poderes presidenciais e a expectativa que gerou face ao que dela realmente pensa Cavaco pode ter um efeito curioso que é o de tornar mais “aceitável” uma visão maximizadora dos poderes presidenciais. Em primeiro lugar porque, como notou por exemplo Louçã, faltou, para já, a Cavaco, explicar de que forma concrecta pretende participar na resolução dos problemas do país. Porque se não o especificar então são só palavras e nada o distingue, deste ponto de vista, de Soares ou Alegre. E, segundo, porque, como, também bem, assinalou Nuno Rogeiro na SIC Notícias, os poderes presidenciais são o “grande segredo” do nosso sistema político-constitucional e permitem um desempenho presidencial muito mais interveniente do que qualquer magistratura até hoje (Sampaio, o mais “soft” dos nossos presidentes assim o provou). Ora, parece claro que só usando esses poderes na sua quase plenitude Cavaco pode fazer aquilo que pretende, aquilo que os seus apoianmtes querem que ele faça e, ao fim ao cabom, o que dele esperam a actual maioria dos portugueses.

Cavaco está portanto perante um dilema: ou corre ao encontro da história e desempenha o relevantíssimo papel político do qual está com receio; ou fica-se pela disputa eleitoral nos moldes habituais, não acciona a sua “vantagem comparativa ” e torna-se semelhante aos restantes candidatos. Nesse caso pode perder.

Merece ser destacada esta referência no Blasfémias a um e-mail que anda por aí a circular acerca de uma comparação entre o aeroporto de Lisboa e o de Málaga, da alegada autoria de Miguel Sousa Tavares, que atribui a Soares a propriedade dos terrenos a expropriar para o novo aeroporto.

JCD, um dos blasfemos, publicou o essencial do texto no blogue Jaquinzinhos. Mas depois o mesmo texto seguiu um precurso próprio na blogosfera, recebendo, a determinado ponto, a “autoria” de Miguel Sousa Tavares e, um pouco mais tarde, a alusão a Soares.

O “caso” merece obviamente ser estudado do ponto de vista da formação de boatos no quadro da moderna sociedade da informação. Mas, ainda antes disso, é um exemplo dos cuidados com que devemos abordar as infromações disseminadas pelos canais informais.

Uma nota adicional para dizer que já me tinham feito anteriormente uma alusão ao e-mail em causa e quem a fez, fê-la com uma carga de credibilidade significativa.

Ecos de um golpe

Depois da inacreditável entrevista de Morais Sarmento ao Diário Económico, Vital Moreira assina no Causa Nossa uma sucessão de três posts sobre o “golpe de Estado”. Convém no entanto recordar que, se Cavaco for eleito com um programa tal como definido por Morais Sarmento, ele sentir-se-á legitimado pelos votos para o pôr em prática. E se não o conseguir com uma interpretação maximizadora dos actuais poderes presidenciais, pode pelo menos manobrar para os reforçar (o PSD poderia muito bem prestar-se ao “serviço”). Moral da história: se o golpe de Estado constitucional for legitimado nas urnas passa a ser um golpe de Estado “eleitoral” e tem logo outro peso.