Durante o debate de ontem na SIC Notícias sobre as presidenciais (Ricardo Costa, Henrique Monteiro, Luis Delgado, Nuno Rogeiro) alguém, penso que Luis Delgado, ficcionou a seguinte cena:

Sócrates chega à reunião de quinta-feira e afirma:
– “Sr. Presidente, estamos com problemas orçamentais, os números não me deixam alternativa, vou ter que aumentar os impostos.”

Um presidente Soares provavelmente encolheria os ombros, chamaria a atenção para os problemas sociais e responderia:
– “Está bem, se tem que ser, que seja.”

Mas um presidente Cavaco, o que diria provavelmente era:
– “Ai é? Então dê-me lá os números. Espere aí um bocadinho enquanto eu estudo isto e já falamos.”
Provavelmente Cavaco apareceria 10 minutos depois com, no mínimo, uma “revisão” fiscalizadora dos números e, no máximo, uma solução para o problema.

A conclusão dos debatentes é lógica: o país só tinha a ganhar com isso.

Mas nesta ficção falta um componente narrativa importante. O que Sócrates diria, provavelmente era:
– “Desculpe lá Sr. Presidente, mas não tenho nada que lhe mostrar os números. É a mim que compete governar e portanto os números só a mim interessam. O que lhe é devido a si é apenas a informação da condução da política.”

Conseguem imaginar o que aconteceria a seguir?

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