O trauma de Felgueiras

Há muito tempo que um acontecimento político não me era pessoalmente traumatizante.

Ao regressar da forma sorridente e vitoriosa como os telejornais documentaram, Fátima Felgueiras não está só a gozar com os felgueirenses. Está a gozar com todos nós. Em última análise está a gozar comigo!

Por isso, como bem frisou Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo, os felgueirenses, amarantinos, oeirenses e gondomarenses têm responsabilidades acrescidas nestas eleições; têm responsabilidades nacionais na reposição da nossa ética colectiva. Pela minha parte, sou homem para ir a Felgueiras demonstrar o meu apoio a todos os felgueirenses que são pessoas de bem. Haja alguém que convoque a manifestação.

O regresso de Fátima Felgueiras é pessoalmente traumático, para já, porque põe em causa a ideia de círculos uninominais nacionais. Como bem sublinhou Francisco Louça, abrir círculos uninominais para a Assembleia da República é abrir a porta a todas as Fátimas Felgueiras e a todos os Daniel Campelo, Ferreira Torres, Valentins e Isaltinos deste país. Cada país tem os políticos que escolhe. Como disse Jorge de Sena (citado no Almocreve das Petas), “o problema não é salvar Portugal, mas salvar-nos de Portugal“. Esse é o segundo trauma.

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