Este artigo de Rui Camacho no JN (citado no Fumaças), merece ser transcrito:

“Estamos num país em que o crime (muitas vezes) compensa. É o resultado de a sociedade portuguesa estar a desenvolver uma cultura de transgressão, como já tem sido assinalado, a propósito de temas tão diferentes como a corrupção, a fuga sistemática aos impostos e, até, a condução criminosa.

É evidente que, em todos os países, há quem cometa os mesmos delitos mas, nos mais civilizados, guarda-se disso segredo, não só por receio da condenação dos tribunais como, fundamentalmente, da exclusão social. Por cá, os transgressores vangloriam-se dos seus actos nas rodas de amigos e não recebem deles qualquer reprovação, antes palmadas nas costas como prémio à sua valentia e, se conseguirem escapar à justiça, à sua inteligência. Aberração que aflora na grande parte da população há pouco chegada ao consumismo, mas ainda distante do civismo, esse aplauso ao delito e a reverência e simpatia pelos transgressores estão a reflectir-se na esfera da política de uma forma que faz perigar o interesse das populações em geral. Basta reparar-se que todos os candidatos às autárquicas arguidos em mediáticos processos de burla, estão destacadamente à frente nas sondagens às preferências dos eleitores. Dirão que já eram populares e, até serem julgados, se presume estarem inocentes. Poderão estar, de facto, mas, em muitos países, bastariam as suspeitas para estarem de quarentena até cabal esclarecimento…”

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